quarta-feira, 10 de abril de 2019


CORDEL SOBRE A DENGUE

  Aprenda a se prevenir do mosquito da dengue, é o novo cordel do poeta Cariri do Cordel. Os versos falam desse mosquito transmissor de doenças como a dengue, a febre amarela, a febre chikungunya e o vírus Zika. Fala de seu primeiro aparecimento no Egito, na África, e sobre proliferação  que vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta, desde o século 16.  Trata-se de um cordel interessante que pode de certa forma servir de base para auxiliar a população de como se prevenir das doenças provocadas pelo mosquito. Contato com o autor pelo e-mail: cariridocordel@yahoo.com.br

A Deus eu peço saúde
Postura e inspiração
Para em versos descrever
Importante narração
Sobre esse Aedes Aegypti
Que apavora essa nação.

Esse AEDES, meus amigos,
É um terrível mosquito
Que no século dezesseis
Já deixava o povo aflito
No continente africano
Na região do Egito.

Na época da escravatura
Navio negreiro em ação
Devido água armazenada
Lá no fundo do porão
O mosquito se abrigava
Para proliferação.
                
No Brasil colonial
Essa dengue aqui chegou,
Foi no século dezessete
E muita gente vitimou
No estado de Pernambuco,
Em Recife começou.

Bahia foi outro estado
Que o mosquito fez morada,
Na capital Salvador
Em toda sua revoada
Duas mil pessoas matou
Muita família enlutada.

Mas no norte do país
Na Amazônia gigante
Esse mosquito perverso
Noutro vírus é atuante:
Provoca a febre amarela
Com sintoma preocupante.
                 
Dengue, zika e chikungunya,
Febre amarela também,
Pelo inseto é transmitido
Quem pega fica refém
Desse mosquito perverso
Que não escolhe ninguém

Pra você compreender
O que esse mosquito faz
Descreverei nestes versos
Nesta linguagem eficaz
O que este inseto provoca
Com sua picada voraz.

(...)Quando o ser humano é
Pelo mosquito picado
Sente um terrível sintoma
Que deixa o corpo “quebrado.”
Solução é ir ao médico
Pra poder ser medicado.
                    
Dor em seu corpo e até febre
Vontade de provocar,
Tontura com diarréia
Faz o doente penar,
E quando baixa as plaquetas
Pode a doença complicar.

Uma dengue hemorrágica
Causa mais complicação
Com febre e manchas na pele,
Falha na respiração,
O nariz com sangramento,
Leva a vítima à prostração.

Mas o agente de saúde
É hábil a lhe orientar
Sobre a ação desse mosquito
Que dano pode causar
Para que você se cuide
Desse mal que faz matar.
            
Pra você se prevenir
Umas dicas vou passar:
Tampe bem a caixa d’ água
Não deixa água acumular
Nos jarros do seu jardim,
Pra o mosquito não atuar.

Ponha água sanitária
No ralo de seu banheiro
E também no sanitário
Pra destruir bem ligeiro
As larvas desse mosquito
Que ataca o ano inteiro.

A água limpa ou parada
O mosquito acha dileto
Chega lá e põe seus ovos
E prolifera o inseto;
Mesmo tendo pouca vida
Ele é o nosso desafeto. 

Vamos viver mais atento
Sem essa tal desengano,
Tendo bastante cuidado
Com esse mosquito tirano
Que provoca grande estrago
Na saúde do humano.

O pneu, lata e garrafa,
Faça sempre reciclagem,
Pra o mosquito não fazer
Em ambos sua paragem,
Pois sem água acumulada
Ele não faz hospedagem.

A reciclagem do lixo
É importante ser mantida
A natureza agradece
Sua saúde é protegida
Porque com ela o mosquito
Vai sumir de sua vida.
                    
Ele nunca vai dá trégua
Tem que haver prevenção
Contra esse inseto da dengue
Que faz óbito e solidão,
Pois combatendo suas larvas
Você terá proteção.

Converse com seu vizinho
Tudo sobre esse inseto
E organize mutirão
Contra o nosso desafeto
Que mata jovem e idoso
No seu chegar indiscreto.

Este poeta, portanto
Também já faz sua parte
E através destes versos
Vem orientar nesta arte
Que o povo lê facilmente
E dela não faz descarte.

domingo, 31 de março de 2019

Em 1964, eu tinha 13 anos e acompanhava meu pai, o poeta Hermes Vieira (in memoriam),até a sede do DNERu( Departamento Nacional de Endemias Rurais, em Teresina -PI), Repartição pública onde ele trabalhava. Uma parada na condução, outra ali, logo chegávamos ao coração da Cidade Verde. Descemos na Praça Pedro Segundo, logradouro de comunhão da população, por se localizar o famoso Theatro 4 de Setembro, além do Cine Rex e do Bar Carnaúba, onde intelectuais buscavam subsídios para a crônica da cidade. Do lado nascente, a sede do Quartel da Polícia Militar estava tomada por tropas do exército. Seguimos na Avenida Antonino Freire. Logo nos aproximamos do Palácio Karnak, sede do governo do Estado, também sob guarnição do exército. À frente, avistamos a igreja de São Benedito, localizada na Avenida Frei Serafim. No alto da torre, um canhão apontava para a Praça Pedro Segundo. Meu pai falou baixo:“A coisa vai longe!”  Eu calado, observava a igreja fechada e o canhão ocupando o lugar dos sinos. Somente a cruz permanecia solitária, como em protesto àquele ato anticristão. Depois deste passeio histórico, em casa comecei a rabiscar num caderno, as ideias. Escrever um verso em protesto àquele Movimento Revolucionário, era o que eu queria. Texto de Guaipuan Vieira

terça-feira, 26 de março de 2019

Na manhã de quinta-feira
Uma ordem de prisão
Fez repórter se apressar
Para ter boa narração
Na manchete escolhida
Feita em primeira mão.
 
O juiz Marcelo Bretas
De uma Vara Federal
Lá do Rio de Janeiro
Cumpriu um ato normal
Mandou prender Michel Termer
Por ter conduta imoral.
 
Uma prisão preventiva
Foi ordem desse mandado
Que diz que o ex-presidente
É chefe de bom agrado
De um grupo de criminoso
No Rio, esse grande estado.
                   
Temer estava em São Paulo
Em sua boa residência
No horário da manhã
Nove horas, com urgência
Foi saindo pro escritório
Viu a policia em diligência.
              
A prisão surpreendeu
Aquele ex-presidente
Ao ver seu carro fechado 
Sem poder ir mais à frente
Mas logo foi informado
Pela polícia presente.
 
Ali mesmo em seu veículo
Guiado por motorista
Pra o Aeroporto de Guarulhos
Sem poder fugir na pista
Um exame de delito
Foi fazer com um legista.
 
Enquanto o procedimento
Na capital bandeirante
No grande Rio de Janeiro
Teve polícia atuante
Prendendo Moreira Franco
Do crime participante.
                 
Quinto ex-governador
Tendo  prisão decretada
Na missão da Lava Jato
Que faz árdua empreitada
Combatendo o corrupto
No Brasil nação mudada.
 
Um outro que é braço forte
De Temer o ex-presidente
Seu grande amigo João Lima
Coronel que está doente
Por ter negocio em propina
Foi pra prisão novamente.
 
Foram presas dez pessoas
Na Operação Lava Jato
Lá do Rio de Janeiro
Desarticulado no ato
Um esquema criminoso
Constando até peculato.
 
Sobre Temer grande chefe
Da quadrilha de propina
Pra capital carioca
Foi cumprir a triste sina
De meditação na prisão
Escola que o mundo ensina.
                
Seus crimes investigados
São lavagem de dinheiro
Também desvios de fundo
Entre um outro costumeiro
Praticado há muitos anos 
                           Com cada um companheiro.                  

Para o Ministério público
Federal a grave ação
É Temer desde de oitenta
Se mantém na atuação
De uma rede de propina
Com uma vasta dimensão.
 
Somando os desvios feitos 
Fruto de corrupção 
Mais de um bilhão e meio
Que essa organização 
Desviou do erário público 
Em toda sua atuação.
 
Mas a quadrilha de Temer
Tendo peculiaridade 
Pouco tempo na prisão 
Já se encontra em liberdade
Para ostentarem seus crimes
No Brasil da impunidade.
 
Os pesos têm as medidas 
Na justiça brasileira:
Temer solto e Lula preso
Qual a prisão verdadeira?
O povo sabe a razão 
Pra o Lula é perseguição  
Não existe outra maneira.
 
 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

BRUMADINHO-MARCAS APOCALÍPTICAS DO SÉCULO XXI

                         Lágrimas de uma tragédia    
No solo são derramadas
Que entre o luto, sobre pranto
Muitas ações são formadas
Mas a dor de entes queridos   
São marcas nunca apagadas.

Sei que o tempo está mudado
Ninguém vê nem quer saber,
O egoísmo é bem mais forte
Quem vale sempre é o poder
E a alma presa na fúria
Constrói o seu padecer.

A sede pelo poder
Gera desastre e conflito
Quem mais sofre é o inocente
O efeito de cada atrito
Sendo vítima do descaso
Tem seu direito restrito.
               
Brumadinho mostra ao mundo
A tragédia pavorosa
Origens de uma ganância
Mente impura e criminosa
Que alimentava o descaso
Para esta cena penosa.

Não existe um só culpado
Pra tragédia anunciada
Mas um grupo formador
Tendo mente alienada
Olhando só para si
E ao próximo não vê nada.
             
Há três anos houve o crime

Da barragem do Fundão

Tendo vítima fatal

Com forte destruição 
Lá na velho Mariana
Coberta de solidão.


E até hoje aquela gente
Não tem a sua morada
Só promessas que se vão
Pelo tempo carregada
Como os sonhos que se foram
Naquela tosca enxurrado.
                
O cenário se repete
Entre vozes de clemência,
Desta vez mais agravante
Em razão de negligencia
Da Vale que foi culpada
Do episódio sem decência.

Brumadinho enluteceu
Entre uma hora amargada
Que o rio Paraopeba
Chora a tragédia formada
Velando sobre seu leito
A vítima sepultada.

Aqueles aís de tristeza
De criança, jovem e idoso
Arrastados pela lama
Foi cenário tenebroso 
Que feriu almas sensatas
Menos a do criminoso. 
 
O órfão espiando o tempo 
No olhar tristonho e cansado
Vê o corro com passageiro
Ele sendo soterrado
Naquela viagem sem volta
Pagando pelo culpado(...)



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019