quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Poeta Pardal ganha Prêmio Patativa do Assaré pelo Minc

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, premiou dia 7 de dezembro de 2011 os contemplados pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel (Edição Patativa do Assaré). O Ministério da Cultura investiu cerca de R$ 3 milhões na iniciativa, que beneficiou 200 projetos na área de pesquisa, produção e difusão do cordel e linguagens afins. Na cerimônia, realizada em Fortaleza (CE), a ministra anunciou que o ministério já está preparando a segunda edição do edital para 2012.


“Com esse edital podemos afirmar em alto e bom tom que a literatura de cordel virou assunto de política pública no Brasil”, disse. A ministra entregou o certificado de premiação aos primeiros classificados em cada uma das quatro categorias do edital: Criação e Produção, Pesquisa, Formação e Difusão em suas respectivas subcategorias. Para os premiados, a ministra disse que “o trabalho de produção artística deles enaltece a cultura brasileira”.

O prêmio recebeu 618 inscrições, sendo 449 projetos classificados. Trata-se da primeira iniciativa do Ministério da Cultura para este segmento da cultura popular e que vem ressaltar a importância da literatura de cordel como patrimônio brasileiro. A categoria Criação e Produção recebeu a maior quantidade de inscrições (323). Nesta categoria foi destinado um montante de R$ 1 milhão para a produção de livros, folhetos de cordel, CDs e DVDs, distribuídos entre novos trabalhos e reedições de obras esgotadas.

A área de Pesquisa recebeu prêmios de R$ 250 mil. O segmento de Difusão teve 40 projetos contemplados com investimento total de R$ 900 mil. Outros R$ 850 mil foram destinados para projetos de Formação – sendo 10 iniciativas já existentes e 40 novas. Afonso Fernando Alves de Oliveira foi um dos vencedores nesta categoria, com o projeto “Método canavial”, uma oficina de capacitação na área de produção cultural, para moradores da zona rural de Vicência (PE).

O Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel visa divulgar e estimular a produção literária e demais expressões culturais neste segmento, e também valorizar e apoiar a propagação da cultura popular, estimulando a geração de renda para poetas e demais artistas que atuem no campo da Literatura de Cordel e linguagens afins.


O professor e poeta Gerardo (PARDAL) foi um dos vencedores do prêmio na categoria de Literatura de Cordel. O Poeta concorreu com um livro - uma coletânea de 10 folhetos de cordel. O livro aborda um assunto inédito no campo dos cultivos da terra. Trata-se de uma tranferência de linguagem - da tecnológica para a popular - que o poeta conseguiu fazer após muitas conversas a pesquisas junto aos engenheiros agrícolas da Universidade Federal do Ceará.
Pelo índice, você tem uma idéias da riqueza do conteúdo do livro:
Capitulo I


O FEIJÃO DÁ FORÇAS NAS PERNAS
Capítulo II

ALGODÃO: NOSSO OURO DO SERTÃO

Capítulo III
A CULTURA DA MANGUEIRA

Capítulo IV
MAMÃO TODO DIA DÁ PELE MACIA

Capítulo V
A CULTURA DO ARROZ IRRIGADO

Capítulo VI
A CULTURA DA MANDIOCA

Capítulo VII
QUEM COME TOMATE, JAMAIS SE ABATE

Capítulo VIII
BANANA NOSSA DE CADA DIA

Capítulo IX
CRIAÇÃO DE PEIXE

Capítulo X
FAÇA COMIDA GOSTOSA USANDO FORNO SOLAR

É um trabalho que pode ser muito bem explorado pelo INCRA, as Secretarias de Desenvolvimento Agrário, Cooperativas de Trabalhadores Rurais etc. Um cordel pra ser cantado, recitado, dramatizado.

ADQUIRA


Já está à venda:
contatos: pardalcordel@yahoo.com.br

(85) 8827.8156





segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Literatura de Cordel recebe premiação
Publicado em 6 de dezembro de 2011
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda,(foto) entrega amanhã, às 14 horas, no CCBNB-Fortaleza, o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré

O papel dos cordelistas, emboladores e poetas populares na construção da identidade e da diversidade cultural brasileira tem sido reconhecido nacionalmente. Prova disso é a criação do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré, que será entregue amanhã, às 14 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB-Fortaleza). A solenidade contará com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura (MinC), Fabiano dos Santos.
O Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel premiou 200 iniciativas culturais dedicados à criação e produção, pesquisa, formação e difusão da Literatura de Cordel e de linguagens afins como repente, cantoria, xilogravura, coco, entre outras.

O edital contemplou pessoas físicas e jurídicas que concorreram em quatro categorias. O Prêmio é o primeiro edital lançado pelo MinC nessa área, e vem atender uma importante demanda gerada no Seminário de Políticas Públicas do I Encontro Nordestino de Cordel, evento que foi realizado em Brasília, em maio de 2009, pelo Ministério da Cultura.

Fonte:Caderno 3 -Diário do Nordeste
EM TEMPO: Em Fortaleza(CE), vários poetas do CECORDEL foram agraciados com este importante Prêmio. Desses Gegardo Carvalho Frota(Pardal), Guaipuan Vieira, Paulo de Tarso, Jotabê e Cícero Modesto Gomes. 
 PASSADO PRESENTE
Prêmio Ceará de Literatura Popular

Em 1994 foi realizado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará o Prêmio de Poesia de Cordel e publicado esta antogia(foto)

PREFÁCIO -“ A SECULT quis provar com este concurso a pujança e o vigor da expressão cearense e o conseguiu. Existe toda uma tradição do folheto no Ceará que permanece atualizada nesta amostragem.


São doze poetas de idades, procedências e escolaridades variadas. O traço comum seria o talento, a iniciativa, uma sabedoria ancestral que se manifesta em cada verso.


Trata-se de uma poesia escrita que se perfaz na oralidade. Para ser lida e ouvida nas noites sertanejas, na periferia de Fortaleza, no circuito dos pesquisadores e estudiosos.


O popular aqui é um rótulo que não deprecia sua origem, tampouco cria categorias em relação à norma culta. O popular é o motor da transmissão, desafiando as regras de consumo, as normas impositivas da chamada Indústria Cultural. O popular é o fio de Ariadne que tece essas histórias. Que englobam um tecido mais amplo, de um grande texto marcado pelas experiências de vida, pelas visões de mundo e pelas mitologias cearenses.


O Prêmio Ceará de Literatura Popular foi um pretexto bem sucedido para fazer esta produção vir à tona. Os poetas acolheram de pronto à convocação. O número de inscritos superou as expectativas. Um júri formado por Ribamar Lopes, Itelvina Marly e Renato Dantas surpreendeu-se com a qualidade dos escritos e teve trabalho em selecionar os doze melhores. Que são publicados neste livro por ordem alfabética.


É um conjunto que dá a exata medida das preocupações, dos impasses e das saídas das culturas populares. Um conjunto que diz da importância e a oportunidade da iniciativa e da força e criatividade dos poetas do povo”

Poetas premiados 

Afonso Nunes Vieira, Celso Góis Almeida, Expedito Sebastião da Silva,Gerardo Carvalho Frota(Pardal),Guaipuan Vieira, João Bandeira de Caldas,João Batista de Azevedo dos Santos, José Erivan Bezerra de Miveira, José Lemos de Carvalho, José Rogaciano Siqueira de Miveira e Vicente Paulo Lemos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Programa de Pesquisa em Literatura PopularPPLP/UFPB


Período: 18 à 25 de Novembro.

Apoio: Programa de Pós graduação em LetrasPPGL

Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas DLCV/CCHLA

Inscrição pelo site:


http://www.cchla.ufpb.br/posletras/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

  Forrozão do Guaipuan - Canto Sertanejo


Aos sábados às11h, na Rádio Pitaguary 
-1340 Khz.(85)3382.2222



Um programa eclético, voltado à música sertaneja nordestina. Ao legítimo forró pé-de-serra. A informação precisa, os "causos", poemas matutos e a canção de viola.

Cantar o verso que canto
É descrever do sertão:
Perneira,cela e gibão,
Vaqueiro tendo espanto
Por presenciar encanto
a cena mais comovente
Do barbatão tão valente
que cega o seu vaqueiro
É nordeste brasileiro
Sertão,viola e repente.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

POESIA E PRODUTO: CULTURA E MERCADO DE CORDÉIS DE CIRCUNSTÂNCIA EM FORTALEZA

DADOS DO AUTOR PRINCIPAL
Nome: ALYNE VIRINO
Email: alynevirino@bol.com.br
Formação: Aluno(a) de Mestrado
Instituição: UECE - Universidade Estadual do Ceará
Co-autores: ERICK DE ASSIS

RESUMO

     A pesquisa apresentada envolve como temática abrangente a Literatura de Cordel e delimita-se aos folhetos chamados “cordéis de circunstância”. Com poesias criadas sobre a história imediata de Fortaleza, estes folhetos assumem dinâmicas referenciais para a cultura e sociedade, mas também se voltam ao mercado de produção de cordéis, como um mercado cultural. Duas instituições são estudadas como representativas desta dinâmica: o Cecordel - Centro Cultural de Cordelistas do Nordeste e a Editora Tupynanquim. Estas produtoras estabelecem características do discurso dos próprios cordelistas como criadores, produtores e editores que possuem consciência do seu campo, do seu mercado, da sua valorização mercantil e cultural diante da sociedade onde está inserida esta temática da Literatura de Cordel. A escolha por estas instituições é justificada através da análise das fontes, orais e impressas, apresentadas, pois em seu discurso estas possuem características distintas entre si, mas ambas aproximam suas temáticas e suas intenções editoriais ao “mercado” da notícia. A notícia então, não circula apenas entre os meios de comunicação, circula em forma de poesia impressa em folheto: o cordel. O discurso sobre a temática de circunstância do Cecordel e da Tupynanquim, apresenta-se como ideológico sobre a importância e função cultural do produto para a capital cearense, contudo assemelha-se a um discurso mercantil, pois ambos relacionam suas opiniões com a capacidade comercial de cada instituição. Sendo assim, o Cecordel busca vendas para o sustento da instituição coloca o valor cultural, social e patrimonial dos cordéis de circunstância como referencial e não das temáticas clássicas, sobre romances e lendas, entretanto, não possuem o direito de reproduzi-los; já a Tupynanquim possui o direito de republicação de antigas temáticas clássicas e coloca a temática de circunstância justamente como passageira e efêmera diante a tradição dos clássicos. Refletimos assim sobre esse discurso atrelado ao valor simbólico e mercantil envolvendo a literatura de cordel. E também sobre uma consciência e atuação no mercado da informação, tendo assim, sempre presente nas temáticas de circunstância motivos sensacionalistas, no sentido de grande repercussão, como tragédias, crimes, escândalos políticos, explorados intensamente e divulgados com destaque pelos meios de comunicação de massa, que são as fontes de inspiração e informação dos cordelitas. Impasses e semelhanças que constituem o mesmo grupo cultural, demonstrando as renovações constantes que se passam nos campos específicos, como o da cultura popular, e que fazem parte de uma cultura também de consumo adaptada constantemente aos novos interesses da sociedade.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ANIVERSARIO

No último domingo, 11 de setembro foi um dia especial para o poeta Guaipuan Vieira, natural de Teresina Piauí, radicado em Fortaleza desde a década de 70, onde enveredou arduamente pela retomada da literatura de cordel, que agonizava no anonimato espúrio. Na década de 80 criou o CECORDEL, entidade responsável pelo renascimento dessa literatura popular. Guaipuan é filho do poeta folclorista e indianista Hermes Vieira e de Maria José Sousa Rodrigues. Pertence a ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL-ABLC e a ACADEMIA METROPOLINA DE LETRAS DE FORTALEZA. Compõe a equipe de locutores da Rádio Pitaguary-AM 1340. O poeta recebe homenagens dos amigos e familiares, na passagem de seus 60 anos de idade e 33 anos dedicados à poesia popular. Como diz o poeta Cariri do Cordel, seu irmão:
                                                           
                                 Sessenta anos de idade
   Trinta e três de poesia
   Guaipuan grande poeta
   Tem na arte maestria
   É um mestre do cordel
   Que a rima lhe agracia.

   No mundo é estudado
   Pelo verso ser perfeito
   E por isto ele compõe
   Com merecido direito
   A Academia do cordel
   ABLC de conceito.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Arte de piauiense tem boa receptividade no Acre

O piauiense Uiratan Vieira, poeta, escritor e pintor está se firmando com o trabalho que vem realizando na cidade do Acre. Os jornais locais sempre reservam um espaço em suas páginas para divulgar as atividades de Uiratan, que vive de seus dotes artísticos. Filho do conceituado poeta e escritor Hermes Vieira, das plagas do Piauí. Uiratan saiu de Teresina há vários anos, em busca de apoio artístico. Hoje com muita notoriedade no estado do Acre,conservando sua modéstia,ele diz que no Piauí é muito difícil para um artista conseguir vencer, principalmente se ele for filho do estado. “No entanto, não nego minhas origens. Pelo contrario, me orgulho delas e pretendo retornar ao meu estado”,diz ele, acrescentando: “Mas só voltarei quando estiver firmado em minha carreira com escritor e pintor”(Uiratan tem belos quadros, com muita aceitação em Cruzeiro do Sul). E concluíndo envia seu recado para os piauienses: “Espero que o povo do meu estado saiba realmente valorizar os filhos da terra, e que é seu”. No poema CORDA CORDELINA ele deslumbra sua poética entre o popular e o erudito:

Escrevi cada livreto
Nos divãs da aura santa
São quintetos pendurados
Que tem nos cordões grifados
Seu nome que o povo canta.

Violas e cantadores
Expressado os seus valores
E toda orla se encanta.

Pois tu és cordel cantado
De recheio e belo ungüento
Donde as musas inspiram o toque
E o poeta rima o enfoque
Nos lirais do pensamento.

De um cordel literatura
Onde a gente tece e jura
Melhor entretenimento.

Meigo vivo está na veia
Das tuas teias freme a rima
Pondo as auras cor da aurora
Pra meu povo a toda hora
Que lhe canta adora e prima.

Mas se vai limo a moldura
Faz varrer tenaz usura
Do edital voraz da sina.

Vencer ledo herói ninar
Caminhar de boca em boca
Nos trovar que te fenecem
Estilos desaparecem
Mais tu hás de perdurar.

Alva corda nordestina
Livre solta e libertina
No cordel doce rimar!

Fonte: Jornal O DIA (Transcrição da Folha do Acre) –Teresina, terça/quarta-feira, 25/26/12/1984
Foto recente

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Morreu  poeta cordelista Zé Saldanha



O poeta cordelista José Saldanha Menezes Sobrinho, ou Zé Saldanha, faleceu na tarde de ontem, aos 93 anos de idade, vítima de complicações de uma cirurgia do intestino. Zé Saldanha estava internado desde o dia 10 de julho no Hospital São Lucas. Zé Saldanha nasceu em 23 de fevereiro de 1918, na fazenda Piató, município de Santana do Matos. Publicou mais de 200 livretos de cordel, livros em prosa, e quase mil folhetos. O primeiro folheto foi O preço do algodão e o orgulho do povo, publicado em 1935, aos 17 anos. Ele também criou a Associação Estadual dos Poetas Populares do Rio Grande do Norte (AEPP), em 1975, agregando repentistas, emboladores de coco, aboiadores, glosadores e poetas de cordel, entre outros artistas. Em 1993, foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira dos Estudos do Cangaço (SBEC). Seu corpo está sendo velado no Cemitério Morada da Paz e será sepultado hoje (10/08), às 11h.
"Na minha época passada
Namoro foi sacrifício;
A moça num edifício
E pelo pai vigiada
Pra poder ser namorada
Pedia licença aos pais
Hoje a moça e o rapaz
Vão se abraçar, se beijar
O mundo só veio prestar
Quando eu não prestava mais."

"Meu tempo foi diferente
Digo porque me convém;
As moças queriam bem
Mas tinham medo da gente
Todo pai era valente
Hoje perderam o cartaz
A filha sai com um rapaz
Beber, namorar, farrar
O mundo só veio prestar
Quando eu não prestava mais."

Fonte: Tribuna do Norte

Para Guaipuan Vieira, a morte do poeta é uma visão sintética e objetiva, é a realidade circunstante e transcendental... é mais uma reportagem lírica expressiva, com grandes concentrações de sentimento e pensamento, deixando lugar à meditação.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Gilmar de Carvalho e o cordel de Fortaleza

O professor Gilmar de Carvalho lançou o livro de sua autoria "Moisés Matias de Moura: o cordel de Fortaleza".


O livro conta com parceria do Museu do Ceará e da Secretaria de Cultura do Ceará - SECULT.

O lançamento aconteceu no dia 13 de abril, às 17:30hs, no Museu do Ceará, em Fortaleza.

"Moisés Matias de Moura, nascido em Pesqueira (PE), em 1891, veio para Fortaleza no final dos anos 1920. Antes, passou uma temporada em Juazeiro do Norte, onde se iniciou nas artes do cordel. Em Fortaleza, trabalhou como guarda da antiga Inspetoria do Trânsito e mantinha uma banca para a venda de folhetos, no Mercado Central, à Rua General Bizerril.

Fonte: Jornal O Povo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vai com Deus, amigo!


O poeta, cordelista e produtor cultural Vescêncio Fernandes (foto) foi, sem dúvida alguma, um dos melhores amigos que arranjei nesta minha trajetória de tantas lutas e conquistas.

Morador do Presidente Kennedy, ele apareceu na minha vida no final da década de 80, quando eu fazia parte do movimento cultural do Pirambu, e, a partir daí, passamos a elaborar vários projetos em conjunto, dos quais destaco os lançamentos do LP “Festa de Arromba Cearense”, do CD “Outros Caminhos”, das revistas “Varal” e “Muro-Baixo” e, principalmente, do JPA – Jornal Parque Araxá, que em agosto vindouro estará completando 14 anos de circulação.

De uns tempos para cá, após o falecimento de sua genitora, Vescêncio ficou recluso em casa, cuidando com muito amor e carinho do irmão Marcelo, que sofre de paralisia cerebral.

Não foi acaso, portanto, que fiquei tão chocado com o seu falecimento, ocorrido na sexta-feira passada, vitimado por uma queda que resultou em traumatismo craniano.

É que, com ele, aprendi o verdadeiro sentido da palavra AMIGO!

Que Deus o guarde em um bom lugar.

Por Juracy Mendonça

                                       Alguém na cidade grande - Por Guaipuan Vieira(*)

De repente, alguém na cidade grande entre transeuntes diminui os acelerados passos e, num banco da Praça, extasia o vai-e-vem, o agito dessa massa que sobrevive à política social do país. Dominado pela forte emoção articula as idéias que vão surgindo sem perceber que chamava a atenção de populares. Indagações eram formuladas entre curiosos: ”Louco?! - Desempregado?!” Não, ali estava um poeta e filósofo estudando o aspecto físico e cultural da terra e da gente. Um sonhador que passa para o papel mensagens que formam estórias, teorias que subsidiam teses, as quais reverenciam valores à margem do reconhecimento cultural.

Nascia diante disso, a REVISTA VARAL, à frente VESCÊSCENCIO FERNANDES. Embora sobre pressões dos que somam fracassos por lhes faltar o idealismo, elevou-se ao princípio ético da conciliadora vontade de seu eu afugentando os lacraios travestidos de ideologias ultrapassadas do estar da era atual.

VARAL há muito deixava de ser um acontecimento. Era um fato que ampliava o conceito da liberdade de criação. Era um espaço cultural descobridor de novos valores da terra alencarina, e sobretudo uma obra paradidática porque nela encontrávamos elementos que autenticava esse gênero. Sua 17ª edição conjugava o compromisso assumido por toda a equipe, no sentido de galgar êxito maior, e por vista já atingia, porque ao longo das inúmeras edições recebia inúmeros elogios de intelectuais de diversos estados da federação brasileira.

A luta não parava. VARAL arregaçava a produção na eloqüência e na espontaneidade de oferecer cada vez mais ao leitor uma Revista de temática literária, observadora da constatação da arte, preocupada com o intelecto da nova geração. Como diz o poeta e professor Gerardo Carvalho (Pardal), “é um dos poucos veículos de comunicação alternativa que se dedica especialmente a cultura em nosso Estado. No seu terceiro ano de existência, já mostrava pra que veio. Mudou de cara. Com o novo diagrama e tamanho mais atraente para o leitor”. Na sua exaltação, o poeta Vescêncio fazia em cada edição um apelo aos órgão responsáveis pela divulgação e preservação da nossa cultura, para que não deixassem de incentivar, dando apoio, sobretudo financeiro, a este tipo de Periódico, cujo exemplar de garra e qualidade, à Revista Varal é um exemplo no decorrer de sua existência. Na oportunidade o Centro Cultural dos Cordelistas –Cecordel – Lamenta a perda deste vate da cultura cearense, um dos fundadores(década de 80) desta entidade representativa da literatura de cordel no Ceará.

(*)poeta e historiador

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

NOTA DE ANIVERSÁRIO
A professora e poetisa Sharleny Vieira, (foto) relações públicas do Cecordel, comemorou seu aniversário no restaurante Ordones, dia 03 deste, ao lado de seus familiares e convidados. Vê-se ao lado direito o poeta Guaipuan, pai da aniversariante,com esposa, filhos e convidados.

quinta-feira, 7 de julho de 2011


 
  
POETISA  LANÇA LIVRO NA OBOÉ

Maria Luciene da Silva nasceu em Ibaretama – Quixadá, no dia 10 de julho de 1956, filha de Francisco de Assis Inácio e Maria Amado Inácio, escreveu seu primeiro poema em maio de 1985 e em 1988 iniciou carreira poética.

É sócia do Instituto de Poesias Internacional –Porto Alegre(RS), na categoria –Trovadora onde ficaram incorporados aproximadamente 100 poemas, entre trovas e canções. Em 1990 filiou-se ao CECORDEL. Após 10 anos de estudo e formação sentiu-se apta a escrever cordel e recebeu o apoio incondicional do Laions Jangada manifestado pela também escritora Zênite Guimarães . Em 2001 recebeu o Diploma Campeão de Poesia em âmbito municipal com o tema: “Conhecendo o Parlamento” pela Escola de Ensino Fundamental e Médio Lions Jangada.

A OBRA

O livro Cordel em prática, de Martia Luciene da Silva, reúne duas características: a primeira é uma obra afetiva, de quem conhece e valoriza a arte de fazer cordel, afinal, a autora é conhecida por essa prática; a segunda é a sistematização da teoria, o que torna a obra uma ferramenta pedagógica. A autora oferece-nos uma viagem à história do cordel como forma de expressão popular, símbolo da crietividade do povo,tornou-se objeto de estudo da cultura brasileira, apesar de ter surgido na Europa.

LANÇAMENTO:

Dia: 21 de julho de 2011(quinta-feira)
Hora:19h30
Local: Centro Cultural Oboé
Rua Maria Tomásia, 531 - Fone: 3264 7038
Fortaleza (CE)

sábado, 21 de maio de 2011

A bela história de um herói anônimo

Adolescente que começou em projeto social do Bom Jardim está arrumando as malas para estudar em universidade dos Estados Unidos
O mês da grande mudança na vida de Átila Sá, de 18 anos, está marcado: agosto, quando embarca para estudar nos Estados Unidos. Mas as pequenas mudanças, aquelas que operam as grandes transformações, ele começou ainda criança, ao entrar no projeto social José Henrique, no bairro do Bom Jardim.

Demonstrando interesse pelos estudos, Átila contou com o suporte do projeto e do apadrinhamento de uma família inglesa, através da parceria com a organização Compassion. Com acesso a cursos de teatro, informática e inglês, o menino seguiu estudando e pensando em uma universidade pública e no mercado de trabalho.
Através do programa Jovem Aprendiz, Átila se interessou por uma oportunidade no Instituto Nordeste de Cidadania (Inec), justamente pelo trabalho com projetos sociais e comunidades rurais. Para conseguir a vaga, convenceu-os de que um rapaz de 15 anos, dois anos a menos do que o perfil desejado, poderia encarar o desafio.
Encarou e ainda usou o dinheiro ganho para complementar a bolsa parcial que havia conseguido em uma escola particular, pensando na preparação para o vestibular. O tempo passado no Inec foi decisivo para a escolha profissional de Átila: Ciências Sociais, curso para o qual foi aprovado na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Bolsa nos EUA
Quando a determinação do rapaz parecia o ter levado ao lugar desejado, ensino de qualidade e público, ele encarou mais um desafio: a possibilidade de estudar nos Estados Unidos. Em julho de 2010, Átila descobriu o programa Oportunidades Acadêmicas do Education USA, apoiado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado Americano. Mesmo faltando somente duas semanas para o fim do prazo, ele correu para enviar a documentação e passou pelas fases, que incluíam prova e entrevistas por telefone em inglês. Átila relembra que, após entrar no programa, começou a concorrência e os seis meses de processo seletivo para ser aceito em uma universidade americana, fase não garantida pelo Oportunidades Acadêmicas.

O longo caminho percorrido só teve o destino confirmado no começo de 2011, quando recebeu a carta de aceitação para estudar Sociologia na Berea College, no estado do Kentucky, que lhe garantiu bolsa integral com estudo, alimentação e moradia. “Minha mãe está meio assustada, mas vai dar tudo certo. Quando tirei meu passaporte, parecia que tinha ganho uma medalha. A universidade é maravilhosa e vai receber 30 alunos estrangeiros. Eu sou o único do Brasil. Vai ser ótimo conviver com outra cultura, aprender na experiência”, comentou Átila, ansioso para o embarque em agosto.
Quem

ENTENDA A NOTÍCIA

Átila Sá tem 18 anos e vai cursar Sociologia no estado no Kentucky, após ganhar bolsa integral. Advindo de projeto social no Bom Jardim, onde vive com a família, Átila é um daqueles exemplos de determinação a ser seguido.

SAIBA MAIS

Com tantas conquistas em tão pouco tempo, Átila Sá encarou a entrada no projeto iniciado pelo colega Italo Ribeiro, o React and Change, que objetiva “estabelecer uma relação entre a juventude e o governo, com a capacitação de jovens brasileiros para serem empreendedores sociais e líderes e implementem novos projetos comunitários”.

O projeto promoverá “Fórum juventude por capacitação”, que contará com a presença de 50 jovens das regiões Nordeste e Sudeste. O evento será no final de julho. Para Átila, uma grande despedida.

Samaisa dos Anjos
samaisa@opovo.com.br
Fonte: Jornal O POVO   21.05.2011

    CORDEL 

      Eleuda de Carvalho
  da Redação - Jornal O POVO

É a Escola Emanuel. De longe, vozes de crianças brincando, porque chegamos bem na hora do recreio.

A Escola Emanuel é um bocado diferente de outras escolas da periferia. Aqui tem merenda escolar, tem sala de computador (com dez computadores!), biblioteca, e no pátio tem até uma casinha-escorrega de madeira pra garotada se divertir. Outra coisa bem diferente é que os alunos da professora Sharleny Vieira estudam e aprendem a fazer poesia de cordel, também chamado de folheto. No dia que a gente foi lá, a turma estava preparando cordéis muito especiais: era o presente deles para o Dia das Mães. (...)

A professora Sharleny é filha do poeta cordelista Guaipuan Vieira. A idéia de dar aulas utilizando o cordel é uma ''herança de meu pai'', disse. Há três anos, ela criou o projeto Clube do Cordel, do qual participam alunos de 6 a 14 anos. (...)

Átila , 10 anos, também estuda na 5ª série. Ele escreveu dois dos quatro folhetos lançados pelo Projeto Cordel, e também gosta muito da leitura. Da biblioteca da escola, ele leu o romance Ubirajara, de José de Alencar, e o livro de aventuras Viagem ao Centro da Terra, do escritor francês Júlio Verne.

Matéria na integra no site:  http://www.cecordel.com/

Em Cordeis Infantis

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ACADEMIA LIMOEIRENSE DE LETRAS SEDIA LANÇAMENTO DE PRÊMIO "AUTOR CEARENSE"

Dia 2 de abril próximo passado a poetisa cordelista Vânia Freitas de Alencar lançou seu mais recente livro "COM O PÉ EM LIMOEIRO", na Academia Limoeirense de Letras (ALL) na ciade Limoeiro do Norte (CE).

A solenidade contou com a presença de boaparte dos Acadêmicos. Para compor a mesa foram convidados, o presidente da ALL José Maria Nunes Guerreiro, o orador da entidade Marcelino Serra, o secretário Arnóbio de Freitas, a escritora protagonista da noite Vânia Freitas e o apresentador da obra, prof. Gerardo Carvalho (Pardal).

O escritor, orador Marcelino fez uso da palavra e colocou para, aproximadamente 100 pessoas, no auditório da entidade, a importância daquele evento para a Academia bem como para a cidade de Limeiro, celeiro de grandes escritores. Enalteceu o trabalho a poetisa, reconhecendo o quanto aprendeu da história da cidade.
Finalizou sua fala, desejando à escritora muito sucesso nos seus sonhos de colocar para o mundo a beleza da poesia.

O presidente José Maria parabenizou a autora, colocando a satisfação da Academia de sediar este evento. Destacou o valor do livro, citando vários autores que expressaram a grandeza e a importância do livro para a vida das pessoas.

A autora, na sua fala, cumprimentou os presentes e assim se expressou:
 A felicidade que estou sentindo ninguém pode medir nem pesar.
Somente Deus que me preenche sabe o quanto sou feliz por este acontecimento.

Agradeço ao Governo do Estado do Ceará que, pela Secretaria da Cultura – SECULT,  promoveu em 2010 o primeiro e maior concurso literário para autores cearenses contemplando 110 autores com uma premiação total de dois milhões de reais. Entre eles o livro Com o pé em Limoeiro, que desde de 2008 eu vinha lutando para ver resultado. E aqui está uma obra toda em poesia popular que, por ser considerada pequena em relação as obras eruditas, algumas pessoas infelizmente  veem e não enxergam o valor que ela traz na sua essência.

Agradeço a toda a equipe da Editora La Barca, pelo carinho e acolhida, especialmente ao Álvaro Beleza que foi um amigo em todos os momentos - do início ao fim desta publicação - digno, atencioso, profissional.

Este lançamento é mais que o de um livro, é a realização do sonho de uma pessoa simples e muita querida, que sempre esteve empenhada em traduzir em versos as coisas da sua terra natal. Eu apenas fui um instrumento para transmitir suas intenções. Todas as leituras que fiz para a construção dessa obra foi ela que me trouxe: jornais, livros, revistas. Baixinho e com muita humildade sempre dizia: “eu quero ver você lançando seu livro na Academia Limoeirense de Letras.” Confiante na sua força de me encorajar para que tudo chegasse até aqui, não desisti. Segui em frente. Agora agradeço mil vezes a Deus por ter conseguido realizar a maior paixão de uma senhora de 88 anos completados  no dia 22 de março do mês passado. Hoje lhes submeto à apreciação o presente que ela me fez construir. Obrigada mamãe por esta obra existir.

Agradeço à Academia Limoeirense de Letras que, solícita na pessoa do seu presidente José Maria Guerreiro, concede este espaço para a concretização desta festa tão sonhada.

Agradeço a todos que aqui estão presentes valorizando a cultura da terra.

Quero agradecer de modo particular a Meton Maia e Silva que mesmo ausente, abraça sempre tudo que escrevo, com um carinho muito peculiar.

Agradeço aos meus familiares que sempre me incentivam, me apoiam nas minhas investidas como  escrever, pintar e até mesmo quando eu invento de ser atriz.

Agradeço ao meu esposo e filhos que de uma forma ou de outra estão sempre presentes no meu corre-corre de mulher esposa, mãe, dona de casa, filha, irmã, amiga e em tudo que faço em casa ou fora dela.

Para concluir, quero deixar aqui o pensamento do dia de hoje:
LER É ESSENCIAL PARA O CRESCIMENTO. DÁ UMA DIMENSÃO MAIS AMPLA À NOSSA VIDA. (Aristóteles).

Após a solenidade, o presidente convidou a todos para o coquetel na área externa Academia,denoiminada "praça da Poesia, enquanto a autora fica à disposição de autógrafo de sua obra.












Postado pelo poeta Gerardo (Pardal)

terça-feira, 29 de março de 2011

José Alencar o gladiador da vida


José de Alencar nos deixa

Um grande exemplo de vida
Sempre teve a alma contida
De amor e perseverança;
Cansou de driblar a morte
Pra provar que a nossa sorte
Se encontra na esperança.



Homem de espírito público
Na vida um grande guerreiro
Empreendedor parceiro
Pra termos justa nação;
Governo e setor privado
Trabalhando ao mesmo lado
Tinha esta concepção.

As questões nacionais
Com interesse ele olhava
O errado criticava
Deixando sua sugestão;
Foi um crítico muito atento
Sem deixar ressentimento
Para o chefe da nação.

Otimista permanente
Suportando sua cruz
Mas seu espírito de luz
Detinha seu sofrimento;
Mostrava que a provação
É provar resignação
Para o Pai do firmamento.

terça-feira, 22 de março de 2011

Poetisa Vânia Freitas lança "Com o Pé em Limoeiro"

     Vânia Freitas de Alencar da verve dos Alencares estará lançando em Limoeiro do Norte (CE) o seu segundo livro. Desta vez no gênero literário bem nosso, a literatura de Cordel. Um livro bastante simpático de se ver e agradável de se ler. De capa muito simples e de conteúdo bastante convidativo para a leitura.
     Divididido em duas partes. Na primeira, a autora traz à memória figuras, tipos, brinquedos, personagens e tantas outras realidades versejadas bem ligeiras no dizer dela. Lembra a canaubeira, o sapo durante invernos limoeirenses, D. Aureliano, Meton Maia e Silva, o jornalista que colocou o vale jaguaribano na boca do mundo.

     Na segunda parte, um pouco da história de Limoeiro.São 31 páginas que contam, em setilhas, a grandeza da história desta cidade construída dentro do vale, banhada pelos rios Jaguaribe e Banabuiú. Uma cidade que já andou se afogando e agradece muito a Deus ser seus invernos benevolentes

      Parabéns à poetisa. Parabéns duas vezes. Pela idéia de homenagear a terra que adotou como sua, mas que é o chão dos seus pais e avós. E pelo prêmio "Alberto Porfírio"(literatura de cordel) promovido em 2010 pela Secretaria da Cultura - Secult  - do Estado do Ceará..

 A obra conta com ilustrações de André Arte, editoração e publicação de La Barca Editora

Veja o que verseja o poeta Guaipuan, presidente do Cecordel sobre a autora e sua obra:

Vânia na metamorfose
Da ninfa da poesia
Dedilha a lira e exalta
O verso com pimazia
Que a Natureza em silêncio
Escuta com maestria.

É poetisa fecunda
De verso que tem conceito
Lavras de eterna poética
Que os deuses lançam do leito
E extasiam seus oráculos
Para o verso ser perfeito.

Vânia é esta poetisa
Que conquista o seu espaço
Bebe na fonte da rima
O verso em seu compasso
E brota seus sentimentos
Na rima sem embaraço.

Puxe a cadeira e se abanque
Leia a farta produção
Desta sábia poetisa
Que das veias do coração
Fez brotar este tesouro
Falando do seu torrão.

Gauipuan Vieira
Pres. do Centro Cultural dos Cordelistas do Nordeste - Cecordel
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Sobre a autora

            Vânia Freitas de Alencar nasceu em Fortaleza, mas cresceu em Limoeiro do Norte, onde passou 20 anos de sua vida. Graduou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos ( FAFIDAM), e fez pós-graduação em Desenvolvimento Técnico pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Aos 62 anos, publica “Com o pé em Limoeiro”, seu segundo livro. Desta vez, a obra  traz a  literatura de cordel como gênero. O primeiro livro, de memórias, conta a história da família Freitas. Além da literatura, Vânia também se dedica à pintura e ao teatro.
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Serviço:
Lançamento: “Com o pé em Limoeiro”
Onde: Academia Limoeirense de Letras
Quando: 02 de abril de 2011, às 19h30min

Contatos:
Vânia Freitas de Alencar (autora): (85) 3491.8629 / (85) 8783.4661

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Limoeiro do Norte é destaque em livro premiado pelo Governo do Estado

Será lançado, no dia 02 de abril, o livro “Com o Pé em Limoeiro”, de Vânia Freitas de Alencar.  Neste primeiro momento, o lançamento acontece na cidade que dá nome à obra. Em breve, a autora promoverá lançamento também em Fortaleza. O livro é uma das obras agraciadas com o I Prêmio Literário para Autores Cearenses, do Governo do Estado.
            Limoeiro do Norte, interior do Ceará. A 200 km de Fortaleza, a menina brincou, estudou, cresceu e guardou incontáveis recordações. A infância e adolescência de Vânia Freitas de Alencar passaram pela saudosa praça da cidade, pelo sereno rio Jaguaribe, pelo colégio de freiras Patronato. Embaixo de uma carnaubeira ou em cima de uma bicicleta, Vânia foi trilhando caminhos que estão quase sempre entrelaçados à própria história da cidade. Agora, muitos fragmentos que, até hoje, permanecem na memória da autora podem ser conferidos na obra “Com o pé em Limoeiro”. O lançamento acontece no dia 02 de abril, às 19h30min, na Academia Limoeirense de Letras.
            O livro é dividido em duas partes. Na primeira, Vânia versa sobre pessoas, lugares ou objetos que nos remetem logo de cara a Limoeiro do Norte. Quem conhece a cidade sabe, por exemplo, a importância do Colégio Diocesano ou de Dom Aureliano Matos. Pessoas que marcaram a vida pessoal da escritora também se fazem presentes nas páginas, como os avós Luiz Alves e Maria José de Freitas. Na segunda parte do livro, os leitores podem conhecer a história da cidade em si. Em 96 estrofes de cordel, estão a origem, os costumes e as tradições daquele povo.  
            A obra conta com ilustrações de André Arte, editoração e publicação de La Barca Editora.  “Com o pé em Limoeiro” só foi concretizado graças ao incentivo da Secretaria de Cultura do Ceará. O livro foi vencedor do Prêmio Alberto Porfírio (literatura de cordel), uma das categorias do I Prêmio Literário para Autores Cearenses, promovido pelo Governo do Estado em 2010. Na ocasião, o Governo garantiu a maior premiação para a literatura na história do Ceará. Foram 110 autores contemplados com uma premiação total de dois milhões de reais.  
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postado pela filha da autora, a jornalista Rute de Alencar   
Biografia (JUVENAL GALENO)

(1836-1931)

Citado como "o pioneiro do folclore no Nordeste", a poesia romântica de Juvenal Galeno extrapola o lirismo de caráter pessoal, para cunhar uma dicção popular, de sabor interiorano, em que retrata o Brasil dos pequenos e dos simples. A originalidade do poeta, em sua época, vai ainda para o reaproveitamento da tradição trovadoresca, através das trovas e quadras anônimas. Embora a paráfrase seja parte pequena da obra poética de Juvenal Galeno, esse é o timbre principal de sua criação, "representar o povo brasileiro ".

Observador atento dos costumes do interior, do sertão às praias, Juvenal Galeno sempre quis ser um poeta popular, embora a afirmação de alguns historiadores de que tenha seguido orientação de Gonçalves Dias, quando de sua passagem pelo Ceará em 1859. O fato é que o primeiro livro do então jovem poeta, com 20 anos de idade, teria dado motivo a Gonçalves Dias para dizer-lhe que deveria seguir a poesia popular.

"Prelúdios Poéticos" é de 1856, livro típico do Romantismo, mas a indicação estética de que se valera Gonçalves Dias para orientar o jovem está lá, através de alguns poemas de sabor popular, como A Noite de São João, A Canção do Jangadeiro, Cantiga do Violeiro. Poesia simples, coloquial, mas sem chegar à oralidade de um Catulo da Paixão Cearense ou de um Hermes Vieira, a obra de Juvenal Galeno teria o seu ponto alto, já na maturidade do poeta, com o lançamento de Lendas e Canções Populares, de 1865, e com uma nova edição em 1892, acrescida de Novas Lendas e Canções.

Juvenal Galeno da Costa e Silva nasceu em Fortaleza no dia 27 de setembro de 1836, filho de próspero agricultor, José Antônio da Costa e Silva. Os primeiros estudos foram feitos em Pacatuba e Aracati, e as Humanidades no Liceu do Ceará, já de volta a Fortaleza. O pai queria o filho trabalhando na área agrícola e por isso o manda estudar "assuntos de lavoura" no Rio de Janeiro, de preferência em fazendas de café.

Parece que ao se tornar amigo de Paula Brito, proprietário da famosa tipografia na época, chegou a conhecer Machado de Assis, Quintino Bocaiuva e Joaquim Manuel de Macedo. E sua colaboração literária não tardou a aparecer na revista Marmota Fluminense, onde escrevia Machado de Assis. Quando volta ao Ceará, Juvenal Galeno traz impresso o seu primeiro livro de poemas, feito, possivelmente às custas do poeta, na Tipografia Americana, do Rio. As manifestações críticas são favoráveis, apontando Mário Linhares e Antônio Sales como sendo Prelúdios Poéticos "o marco inicial da literatura cearense".

Um dos fundadores do instituto da Ceará, Patrono da Cadeira nº 23 da Academia Cearense de Letras, Juvenal Galeno, ainda em vida, vê as duas filhas, Henriqueta e Juliana, criarem a Casa Juvenal Galeno, dedicada a assuntos literários e culturais. O poeta, que ficara cego em 1906, por causa de um glaucoma, morre de uremia em Fortaleza no dia 7 de março de 1931, aos 95 anos de idade.

Fonte:
http://www.revista.agulha.nom.br/galeno.html
EM TEMPO:

A poesia de Hermes Vieira está entre as 10 melhores obras do Piauí.



Confira Link:

 http://www.procampus.com.br/vestibular/literatura_piauiense.pdf


FORROEMVINIL RESGATA COMPOSIÇÃO DO POETA HERMES VIEIRA


A música intitulada Coco daqui foi composta em 1979, pelo poeta Hermes Vieira, em Teresina-Pi, no Bar Carnaúba, ocasião do encontro com o compositor, cantor e radialista Coronel Narcizinho, também piauiense mas radicado no Rio de Janeiro. Confira no Link forrovinil:

http://www.forroemvinil.com/coronel-narcizinho-forro-no-cerrado/
  



Narciso Gomes da Silva(Coronel Narcizinho)       Iniciou a carreira de radialista em 1947. Em 1957, teve o coco "Cabo João", parceria com J. Mendonça, gravado por Zé Fernandes, na Sinter. No início dos anos 1960, apresentou na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro o programa "Alvorada sertaneja". Em 1960, teve o forró "Unha de gato", parceria com Adolfo Pereira, gravado por Adolfo do Acordeom, pela Sertanejo. No mesmo ano, lançou o LP "Entardecer no sertão", pela Chantecler. Em 1961, gravou o baião "Jurei me vingar", parceria com Elias Soares e a valsa "Marina", com José Cenília. No mesmo ano, teve o choro "Noca no choro", parceria com Noca do Acordeom, gravada pelo próprio Noca do Acordeom. Em 1962, Mineirinho gravou ao acordeom, o choro "Pé na tábua", parceria com Mineirinho, e Geraldo Nunes gravou, na Continental o rasqueado "As três Marias", parceria dos dois. No mesmo ano, gravou pela Caboclo, o coco "Os cabelos de Maria", para o qual fez os arranjos e o valseado "Caboclinha", parceria com Passos e Passinho.

*26/6/1922 Piauí





      Ainda em 1962, lançou o LP "Lembrança da Hora sertaneja", pela Discobrás, no qual interpretou, entre outras, a valsa "Marina" e o baião "Ela é", parceria com Pereirinha e José Reis e a poesia musicada "Jura de caboclo", com Pereirinha, além de contar com participações especiais das duplas Dupla Zoológica e Rancheiro e Rancheirinho. Nesse ano, teve a composição "Cruzaltense", parceria com José M. Guimarães gravada pelo músico gaúcho José Mendes no LP "Passeando pelo pago" lançado pela Continental.

      Em 1978, lançou pela Aladdin/K-Tel o LP "Forró no cerrado". Também destacando a música COCO DAQUI, em parceria com o poeta folclorista e indianista Hermes Vieira. Em 1981, completou 5 anos de apresentação na Rádio Guanabara do programa "Crepúsculo na fazenda" levado ao ar de segunda a sexta-feira das 16 às 18 h. Em 1982, participou do disco "Os guardiões da música sertaneja", no qual interpretou os baiões "Meu sertão" e "Ai, Piauí", de sua autoria com Miliano e Hamilton de Oliveira.



Fonte: Instituto Cultural Cravo Albin
FINEP

terça-feira, 1 de março de 2011

ADEUS A MUNIZ GONZAGA


Faleceu em 22/02/2011 a irmã de LUIZ GONZAGA Dona MUNIZ Mãe do cantor, compositor e sanfoneiro JOQUINHA GONZAGA

Raimunda Januário dos Santos nasceu no dia 25 de junho de 1923 na Fazenda Caiçara em Exú – Pernambuco. É filha de Januário José dos Santos (Pai Januário) e de Ana Batista de Jesus (Mãe Santana). Raimunda ficou sendo chamada pelos irmãos de Muniz e para os fãs de Gonzagão  e todos que conheceram chamavam-na de Dona Muniz. Ela era a segunda irmã de Luiz Gonzaga.
MUNIZ GONZAGA partiu
Para a nova dimensão
Foi atender o chamado
De Deus Pai da criação
E aproveitar pra rever
O seu mano Gonzagão.

Enlutado o coração
Transmitimos a mensagem
Mas lembrando que seu nome
Mantém a grande postagem
No Nordeste Brasileiro
Na mais longínqua paragem.

EM TEMPO:

O poeta e radialista Guaipuan Vieira prestou sábado dia 04/03/2011, na Rádio Pitaguary- AM, no programa CANTO SERTANEJO (forró pé-de-serra), homenagem a Dona MUNIZ e Almira Castilho. Chiquinha Gonzaga (Muniz), a exemplo dessa rica plêiade de bons sanfoneiros, continuarão na posteridade, graças aos programas de forrós nas rádios AM, do Nordeste brasileiro. Mas algo deve ser feito no sentido de conquistar também o público jovem, ao contrário corre rico de no futuro, ser apenas um fato histórico.

Contato: guaipuanvieira@yahoo.com.br
Rádio: http://www.radiopitaguaryam.com/

 
Morre Almira Castilho

    A cantora e compositora Almira Castilho, viúva e parceira de Jackson do Pandeiro, morreu na madrugada de sexta para o sábado, em sua casa, no bairro da Boa Vista, no Recife.Almira faria 87 anos em setembro. Ela sofria do Mal de Alzheimer, mas, segundo a irmã Maria das Mercês, Almira estava se sentindo bem nos últimos dias. “Ela morreu como passarinho”, diz Mercês.

Segundo o cantor Silvério Pessoa (que em 2005, gravou o disco Micróbio do Frevo, com músicas de Jackson), a morte de Almira representa a perda do último elo com a vida de Jackson: “Era o último laço vivo que tínhamos com a vida de Jackson do Pandeiro. Era ela quem guardava sua memória”, lamenta.

Fonte: Diário de Pernambuco
   

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


A história da execução de Mainha,

O  maior  pistoleiro  do   Nordeste

Autor: Guaipuan Vieira 
xilo do autor

O cangaço foi extinto
Mas ficou o pistoleiro
De todos o mais perverso
No mundo do bandoleiro
Por ser frio e calculista
E ainda mais traiçoeiro.

          Sobre esse tema outra vez
Versejo com precisão
Pelo fato ser notícia
Na capital e sertão
     E também o personagem
    Ter ganho repercussão.

A história se concentra
Em Mainha, o pistoleiro,
Que vítima de emboscada
Viu seu dia derradeiro
Cuja lei da recompensa
assinou seu paradeiro.

Antes de narrar o fato
Faço retrospectiva
Da história de Mainha
Que passa a ser mais ativa
Através de sua morte
Por uma ação vingativa.

Foi bandido perigoso
Temível entre os demais
No crime era estrategista
Sem ações eventuais
A não ser na sua defesa
Que mostrava estes sinais.

Era amigo do amigo
Zelava este conceito
Traição não admitia
Por ser grande desrespeito
E a morte do desafeto
Era a causa desse efeito.

Sua prisão há muito tempo
Vinha sendo arquitetada
Por força policial
Com sua ação mais ousada
Porém ele no silêncio
Fugia dessa emboscada.

Agosto de oitenta e oito
acharam seu paradeiro
sem reação e indefeso
era preso o pistoleiro
cuja notícia espalhou-se
entre o solo brasileiro.

Bem de súbito se estendeu
no sul do país chegou
e uma revista de fama
o assunto pesquisou
constatando que Mainha
muita gente ele matou.

Desta feita eu escrevi
dois folhetos de cordel
um narrando sua história
sobre o crime de aluguel
o segundo foi sua carta
defesa daquele réu.

Estes folhetos atingiram
a sua sétima edição
foi manchete de jornal
no rádio e televisão
Mainha si tornou mito
nas histórias do sertão.

Mas no foco da notícia
pro presídio foi levado
era um preso especial
por estar investigado
sua segurança mantinha
polícia por todo lado.

Da chacina de Alto Santo
 ele foi pra julgamento
                       e a sentença anunciada
                      doutor juiz a contento
                       leu sessenta e quatro anos
      Sem fazer mais argumento.

A defesa com a sentença
recorreu no mesmo instante
e Mainha pro presídio
seguiu seu itinerante
mas pro juiz informou
não ser o réu intrigante.

Os anos então passavam
Mainha sendo detento
quando em mil e novecentos
noventa e nove outro acento
numa cadeira de réu
para um novo julgamento.

Pelos crimes de Alto Santo
Que ele tinha recorrido
Cuja sentença cumpria
Porém foi absorvido
Mas outra condenação
Pra prisão foi devolvido.

Em sela individual
Essa pena ele cumpria
Quando em noventa e três
Banho de sol que fazia
Foi surpreso por um preso
Cujo atentado sofria.

Munido de bom reflexo
Pra defesa habilidade
Se defendeu do agressor
Com um corte sem gravidade
E os detentos no presídio
Pôs respeito de verdade.

No ano noventa e quatro
Houve um fato inusitado
Dom Lorscheider o arcebispo
Do Ceará rico estado
Em visita no presídio
             Foi refém de um rebelado.

Nessa visita uns repórteres
Estavam na comitiva
Quase refém do moitim
Viram uma ação expressiva
De Mainha aos protegê-los
Em sua cela exclusiva.

Contudo os anos passaram

Tendo bom comportamento
Pro regime semi-aberto
Foi pra ele um acalento
Na Colônia Amanari
Foi viver sem mais tormento.

A profissão de vaqueiro
Retornou sua atividade
Na cidade Maranguape
E a fazenda a liberdade
Na Colônia só dormia
Cumprindo penalidade.

Era um vaqueiro de fama
Tinha história bem contada
Seu aboio na vaqueirama
Ficou a marca assinada
Como a lenda que permite
A vida ser renovada.

Com aquela vida pacata
Sobre olhares do destino
Mantinha forte amizade
Fugindo de desatino
Não queria ser mais visto
Entre o rol de assassino.

Porém com a ficha pregressa
Inimigo não faltava
De fato perseguição
Ao seu redor circulava
Esse fato pra polícia
Num ocorrência narrava.

No silêncio de meio-dia
Terça-feira da semana
Ano de dois mil e onze
Seu destino não lhe engana
Janeiro quatro do mês
Traz sua morte em caravana.

Bandidos num carro preto

                                    Vêem Mainha em cavalgada
Se dirigindo à fazenda
E confirmam a empreitada
Sete tiros de pistola
Fazem sua vida tombada.

Morria numa emboscada
Que é praxe do pistoleiro
Descobrir seus assassinos
É como agulha em balseiro
Mais procura ela se esconde
Sem prova do paradeiro.

No mundo do banditismo
A sentença é sempre a morte
Que nunca vem da justiça
Porque esta tem seu porte
Mas sim dá lei da vingança
Com seu fatal passaporte.

Mainha assim foi julgado
Pra ele não foi surpresa
pois com quem o ferro fere
O ferro será sua presa
Foi ferrado pelos crimes
Sem direito de defesa.



Assim termino esta história
Sem fazer apologia
Ao crime de pistolagem
Que cresce no dia a dia
Mas um registro em cordel
O jornal em poesia.

      Fortaleza, 6/01/2011- Folheto com 8 páginas -Edição Cecordel

Também do autor:
Mainha, o maior pistoleiro do Nordeste e 
  A carta de Mainha à sociedade.

guaipuancordel@yahoo.com.br