segunda-feira, 18 de novembro de 2019


LITERATURA DE CORDEL 
O poeta Guaipuan Vieira esteve no Sistema Master de Ensino (editora), com os produtores Iesse e Sávio, tratando de assunto cultural. É o cordel sempre vivo.



quarta-feira, 16 de outubro de 2019

IV Feira do CORDEL Brasileiro


Vá à Feira do Cordel
Visitar esta cultura
E comprar literatura
Desse verso que é rimado;
Deixe lá o seu recado
Sua presença registrando
Para o mundo vá falando:
Que Fortaleza é legal
Do cordel a capital
Que mais arte vai somando.

Poeta Guaipuan Vieira -45 Anos
escrevendo cordel


terça-feira, 15 de outubro de 2019



BIENAL DO LIVRO DO CEARÁ/2019

Poeta Guaipuan Vieira faz lançamento de novos cordéis na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará. 

A HISTÓRIA DO MOTORISTA DE  CAMINHÃO QUE DEU CARONA A UM FANTASMA, O CONSELHO DE LAMPIÃO AOS SEUS CANGACEIROS, A  CONFUSÃO DE JOÃO TEIMOSO COM O CONCEITO DE IDENTIDADE. 


Contato com o autor: guaipuanvieira@yahoo.com.br


domingo, 13 de outubro de 2019


Cordéis do poeta repentista e cordelista José Caetano da Silva (In memoriam)


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Versos do Acre


A poetisa Josinéia Sousa dos Santos, de Feijó-Acre, presta homenagem ao povo acreano, com este poema intitulado  ACREANO EM CORDEL. É a literatura de cordel em todo o continente brasileiro. Lemos:

Se existe um lugar bonito
Igualmente as ciganas,
Para falar é preciso
São as terras acreanas,
O céu sempre é mais azul
Os campos são verdes canas.

A terra é apropriada
Pra diversas plantações,
Nosso estado é amado
Mora em nossos corações,
 A gente acorda ouvindo
Do sabiá as canções.

Aqui como é lindo é belo
Terra de rara beleza,
O Acre é verde e amarelo
É rica a mãe natureza,
A chuva molha o telhado
E cai no chão com leveza.

Por nossa linda floresta
Sei que o acreano chora,
Ela é um grande tesouro
Não tem quem a ignora,
E o acreano é feliz
Por que o pai Deus adora.

Se quiseres passear
Num lugar apropriado,
Queira um pouco pensar
Venha para o nosso estado,
Pois o Acre é mais bonito
Do que dia ensolarado.

Na floresta tudo é calmo
Tudo, tudo é natural,
As águas do rio não vão
Fazer-lhe sequer um mal,
E o que mãos nos admira
É esse mundo vegetal.
  
É uma vista elegante 
De tranquilidade e paz,
A fauna e aflora junta
O mais belo par se faz,
As sombras esfriam o corpo
E o vento o cheiro traz.

Em todo esse Acre amado
Mora um povo de bem,
Acolhe sempre os humildes
E o estrangeiro também,
Pois é com a humildade
Que na vida vai-se além.

Aqui existem florestas
Lindos rios e cachoeiras,
O Acre traz em seus olhos
Divertidas brincadeiras,
E vivem bem as pessoas
Duas vezes brasileiras.

E também perto das matas
O amigo seringueiro,
Traz as mãos cheias de calos
Coração de companheiro,
Mas vive ali sossegado
Sem cobiça de dinheiro.

E vivemos todos nós
A cobiça não me engana,
Mora o rico em seu palácio
O pobre em sua choupana,
Prevalece o meu orgulho
De eu ser uma acreana.

Fonte da Foto:




quarta-feira, 10 de abril de 2019


CORDEL SOBRE A DENGUE

  Aprenda a se prevenir do mosquito da dengue, é o novo cordel do poeta Cariri do Cordel. Os versos falam desse mosquito transmissor de doenças como a dengue, a febre amarela, a febre chikungunya e o vírus Zika. Fala de seu primeiro aparecimento no Egito, na África, e sobre proliferação  que vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta, desde o século 16.  Trata-se de um cordel interessante que pode de certa forma servir de base para auxiliar a população de como se prevenir das doenças provocadas pelo mosquito. Contato com o autor pelo e-mail: cariridocordel@yahoo.com.br

A Deus eu peço saúde
Postura e inspiração
Para em versos descrever
Importante narração
Sobre esse Aedes Aegypti
Que apavora essa nação.

Esse AEDES, meus amigos,
É um terrível mosquito
Que no século dezesseis
Já deixava o povo aflito
No continente africano
Na região do Egito.

Na época da escravatura
Navio negreiro em ação
Devido água armazenada
Lá no fundo do porão
O mosquito se abrigava
Para proliferação.
                
No Brasil colonial
Essa dengue aqui chegou,
Foi no século dezessete
E muita gente vitimou
No estado de Pernambuco,
Em Recife começou.

Bahia foi outro estado
Que o mosquito fez morada,
Na capital Salvador
Em toda sua revoada
Duas mil pessoas matou
Muita família enlutada.

Mas no norte do país
Na Amazônia gigante
Esse mosquito perverso
Noutro vírus é atuante:
Provoca a febre amarela
Com sintoma preocupante.
                 
Dengue, zika e chikungunya,
Febre amarela também,
Pelo inseto é transmitido
Quem pega fica refém
Desse mosquito perverso
Que não escolhe ninguém

Pra você compreender
O que esse mosquito faz
Descreverei nestes versos
Nesta linguagem eficaz
O que este inseto provoca
Com sua picada voraz.

(...)Quando o ser humano é
Pelo mosquito picado
Sente um terrível sintoma
Que deixa o corpo “quebrado.”
Solução é ir ao médico
Pra poder ser medicado.
                    
Dor em seu corpo e até febre
Vontade de provocar,
Tontura com diarréia
Faz o doente penar,
E quando baixa as plaquetas
Pode a doença complicar.

Uma dengue hemorrágica
Causa mais complicação
Com febre e manchas na pele,
Falha na respiração,
O nariz com sangramento,
Leva a vítima à prostração.

Mas o agente de saúde
É hábil a lhe orientar
Sobre a ação desse mosquito
Que dano pode causar
Para que você se cuide
Desse mal que faz matar.
            
Pra você se prevenir
Umas dicas vou passar:
Tampe bem a caixa d’ água
Não deixa água acumular
Nos jarros do seu jardim,
Pra o mosquito não atuar.

Ponha água sanitária
No ralo de seu banheiro
E também no sanitário
Pra destruir bem ligeiro
As larvas desse mosquito
Que ataca o ano inteiro.

A água limpa ou parada
O mosquito acha dileto
Chega lá e põe seus ovos
E prolifera o inseto;
Mesmo tendo pouca vida
Ele é o nosso desafeto. 

Vamos viver mais atento
Sem essa tal desengano,
Tendo bastante cuidado
Com esse mosquito tirano
Que provoca grande estrago
Na saúde do humano.

O pneu, lata e garrafa,
Faça sempre reciclagem,
Pra o mosquito não fazer
Em ambos sua paragem,
Pois sem água acumulada
Ele não faz hospedagem.

A reciclagem do lixo
É importante ser mantida
A natureza agradece
Sua saúde é protegida
Porque com ela o mosquito
Vai sumir de sua vida.
                    
Ele nunca vai dá trégua
Tem que haver prevenção
Contra esse inseto da dengue
Que faz óbito e solidão,
Pois combatendo suas larvas
Você terá proteção.

Converse com seu vizinho
Tudo sobre esse inseto
E organize mutirão
Contra o nosso desafeto
Que mata jovem e idoso
No seu chegar indiscreto.

Este poeta, portanto
Também já faz sua parte
E através destes versos
Vem orientar nesta arte
Que o povo lê facilmente
E dela não faz descarte.

domingo, 31 de março de 2019

Em 1964, eu tinha 13 anos e acompanhava meu pai, o poeta Hermes Vieira (in memoriam),até a sede do DNERu( Departamento Nacional de Endemias Rurais, em Teresina -PI), Repartição pública onde ele trabalhava. Uma parada na condução, outra ali, logo chegávamos ao coração da Cidade Verde. Descemos na Praça Pedro Segundo, logradouro de comunhão da população, por se localizar o famoso Theatro 4 de Setembro, além do Cine Rex e do Bar Carnaúba, onde intelectuais buscavam subsídios para a crônica da cidade. Do lado nascente, a sede do Quartel da Polícia Militar estava tomada por tropas do exército. Seguimos na Avenida Antonino Freire. Logo nos aproximamos do Palácio Karnak, sede do governo do Estado, também sob guarnição do exército. À frente, avistamos a igreja de São Benedito, localizada na Avenida Frei Serafim. No alto da torre, um canhão apontava para a Praça Pedro Segundo. Meu pai falou baixo:“A coisa vai longe!”  Eu calado, observava a igreja fechada e o canhão ocupando o lugar dos sinos. Somente a cruz permanecia solitária, como em protesto àquele ato anticristão. Depois deste passeio histórico, em casa comecei a rabiscar num caderno, as ideias. Escrever um verso em protesto àquele Movimento Revolucionário, era o que eu queria. Texto de Guaipuan Vieira