sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CHICO SALVINO, O POETA DE MESSEJANA

Ah vida que todos têm,
Ah vida que poucos levam!
Vida que muitos agregam
Sem a sorte que convém.
      Guaipuan vieira

Recentemente visitei o poeta Chico Salvino. Apesar do mal de Parkinson, que dificulta seus movimentos, a memória está preservada. Ficou muito feliz, como era de se esperar. Pensava que se achava esquecido dos amigos poetas. Contou causos e recitou poemas. Salvino nasceu e se criou na localidade de Fechado em Acopiara, Ceará, em 17 de agosto de 1948. Começou a carreira poética escrevendo letra musical, mas sem obter êxito. Em 1977 mudou-se para Fortaleza. Nos anos 90, tomou conhecimento do Cecordel e a partir de então foi aconselhado a escrever cordel. Aceitou o desafio. Tem uma produção de 60 títulos e alguns inéditos. Em 2001 conquistou o 1º lugar no Concurso de Literatura de Cordel, realizado pela Casa de Juvenal Galeno, em homenagem aos 100 anos de nascimento do poeta Jáder de Carvalho.


Senhor Jáder de carvalho
Um homem de grande porte
Conheci sua luta forte
E hoje não me atrapalho
Pois o assunto eu espalho
Para ter repercussão
Ele que veio do sertão
Soube se qualificar
E homenagem vai ganhar
De quem vive neste chão (...)

Prosando comigo
                                     
“Eu nasci em Acopiara
Pertinho do Iguatu,
Porém moro em Fortaleza
Terra de muito caju;
Meu bairro é Messejana,
   Mas piso em toda semana
   Nas terras do Guajiru.”
  
*****
“Minha cabeça está branca
Mas confesso não pintei,
O tempo se encarregou
Uma verdade eu bem sei.
A natureza nunca erra
Bota agente na Terra
E depois devolve ao Rei.”

(Entrevista com o poeta Guaipuan Vieira, para Rádio Pitaguary-1340 KHZ) 

 ACESSE: http://www.cecordel.com.br/


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE 
NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR PDE 



Na versão On-line, Cadernos PDF, para o professor, os poetas Fernando Pessoa, Guaipuan Vieira e cantor Luís Gonzaga foram temas de estudos realizados no Paraná:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.
Luiz Gonzaga(Canta),

Cinco e quinze da manhã
Do dia dois de agosto
Do ano de oitenta e nove
Houve um terrível desgosto
De luto entrava o Nordeste
Com pranto triste no rosto.
Guaipuan Vieira
“O trabalho de implementação didático-pedagógica foi desenvolvido com alunos do 9º ano, Ensino – Fundamental numa no colégio Estadual Vinícius de Morais, da cidade de Maringá PR. O período de realização e aplicação do trabalho foi de fevereiro a abril de 2014. Os estudos para a efetivação da unidade temática e da implementação tiveram como base a leitura na sala de aula dos gêneros poema e literatura de cordel. Foram trabalhados os textos: “Quadras ao Gosto Popular”, de Fernando Pessoa e “A Triste Partida do Rei do Baião”, de Guaipuan Vieira, além de outros textos que se fizeram necessários para a compreensão e interpretação dos temas estudados.”
      


PAPO CULTURAL

 

Guaipuan Vieira,João Bosco e Filipe Soares
Hoje pela manhã (29), na Praça de Alimentação do Aeroporto Pinto Martins, tive a satisfação de encontrar-me com o poeta e escritor João Bosco Soares Santos, da Academia de Cultura da Bahia e presidente da União de Trovadores daquele Estado. Ele tem uma rica biografia cultural. Entre as premiações, destacamos o prêmio da LITERATE – Associação Internacional de Escritores e Artistas. Bosco é professor de Direito, procurador do Estado da Bahia, etc. Também se fez presente o tributarista Dr. Filipe Soares Neto, piauiense, radicado em Fortaleza. Para o poeta Guaipuan, "a grandeza desse encontro coadunou a amizade, a simplicidade de todos e a riqueza do papo descontraído". Foram discorridos temas sobre cultura e uma análise da conjuntura política e econômica do país. 


http://cafehistoria.ning.com/profile/JoaoBoscoSoaresdosSantos


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia do geógrafo com cordel

 O Departamento  de Geografia da UFC, sobre a coordenação da professora Iara, comemorou nesta segunda feira, 30/5, no Campus do Pici, o dia do geógrafo. O evento contou com palestrantes que enalteceram o profissional que estuda os fenômenos naturais e humanos, que são aspectos da superfície da Terra. Usando o slogan Geografia e literatura, contou com exposição de acervo de livros raros sobre a temática.A literatura de cordel também teve destaque. Com temas variados, de autoria do poeta Guaipuan Vieira, que saudou aquele dia, com um recital de poemas.

"Em vinte e oito de maio

É uma data relevante,
Para todos os geógrafos
Deste meu Brasil gigante,
Porque eles comemoram
Seu Dia muito importante.

É uma profissão brilhante
Que mui estuda com etiqueta,
Histórias, transformações
Ou mesmo simples valeta,
Contida em espaço físico
Do nosso rico Planeta.

Em obras de engenharia
Trabalham com precisão;
Nas riquezas minerais
Tem grande atuação
Como em túneis e rodovias,
Também estuda o vulcão.

O Geógrafo se integra

A muitas outras funções,
Planejando áreas urbanas
Em prol de populações
Prevenindo solo estáveis
Para suas habitações."

Foto:Professora Iara e Guaipuan 

Professoras da UFC- Geografia 
Poeta Guaipuan recitando poemas populares

ACESSE: http://www.cecordel.com.br/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Cordel do impeachment de Dilma Rousseff
O poeta Guaipuan Vieira, acaba de lançar seu novo cordel, trata-se da saga do impeachment 
de Dilma Rousseff. Vieira faz uma retrospectiva politica de Dilma, abordando motivos que fizeram a presidenta ser afastada. É um folheto com 8 páginas, bem elaborado..

Dois mil e dez a política
Dessa pátria brasileira,
Pra cargo de presidente
A mulher abriu porteira
Pertinente aos obstáculos
Quando ergueu forte bandeira.

No entanto, Dilma Rousseff,
Era mui desconhecida
Por qualquer eleitorado
Dessa pátria tão querida;
Por nunca ter disputado
Uma eleição na sua vida.

Foi no governo de Lula
Ministra bem sucedida,
Tanto em Minas e Energia
Sendo bem reconhecida,
Também na Casa Civil
Outra missão bem cumprida.  

Devido ao bom desempenho
Feito em cada ministério,
Lula muito experiente
Pensou ligeiro e bem sério:
Eu não tenho um sucessor,
Vejo Dilma com critério.

Lula após seus oito anos
Governando esta nação
Conquistando índice bom
De sua administração,
Indicando o sucessor
Vendo certa a aprovação.

Quatro meses de campanha
Segundo turno acirrado,
Dilma venceu José Serra,
Mas ele deixou recado:
A tucanada está viva
Com fiel eleitorado!

Dilma assumiu seu governo
Ouvindo orientação,
Mantinha o Brasil no rumo,
Sustentava a evolução,
Vendo a política externa
Sobre olhar de projeção.
  
(...)Os programas sociais
Fez a reformulação
Conquistando a grande massa
Humilde de coração,
Que presa à pequena ajuda
Tem voto de gratidão.

Mas com a crise dos ministros
Seu governo era abalado
Em seguida a Petrobrás
Tendo esquema investigado
E Dilma foi governando
Buscando bom resultado.

Findava aquele mandato
Com baixa na economia,
Popularidade em queda,
Inflação sem harmonia,
Mas à frente outra eleição,
Campanha que enfrentaria.

(...)Outubro chegava ao fim
Campanha tão acirrada,
E o tucano Aécio Neves
Com votação elevada;
Por pouco não foi eleito,
Dilma vencia a empreitada. 

Mas seu segundo mandato
Primeiro mês governando,
Uma série de questões
Estavam lhe incomodando,
Causando dor de cabeça
Cada vez mais se agravando.

Seu governo com o Congresso
Não tinha articulação
Gerava crise política
Comprometendo a nação
Que mesmo o bom aliado
Criticava essa questão.

O povo desta nação
Estava sendo afetado
Com os juros da casa própria
Em nível muito elevado
Também regras trabalhistas
Pioravam o resultado.
  
Medidas impopulares
Sempre estavam existindo,
Aumento dos combustíveis
Outra vez nos agredindo
E mais a conta da luz,
Só o salário reduzindo.

Crise governamental
Já havia se revelado
Mostrando forte inflação
Negativo resultado
E o trabalhador em casa
Por estar desempregado.

Nesse entrave a presidente
Viu que não arrefecia
A crise na Petrobrás
Que mais forte ressurgia
Tendo o partido envolvido
Que seu governo atingia.

Setembro, dois mil e quinze,
Um impeachment foi pedido,
Contra a presidente Dilma
E que chegava aguerrido
À Câmara Federal
Visando ser acolhido.

Todavia, outros pedidos
Continham o igual teor:
As “pedaladas fiscais”
Que a presidente em favor
De pagar o Bolsa Família
Fez causar seu dissabor.

Porém Eduardo Cunha
Da Câmara o presidente,
Fizera separação
Do então governo existente;
Pra bancada governista
Empecilho bem presente.

Não escapou da vingança
Após esse rompimento;
Linha de investigação
Fez nascer grande tormento,
E seu mandato abalado
Cassa-lo foi entendimento.
  
A crise mais se agravava
E as contas da reeleição,
Da senhora presidente
Ganhava reprovação,
Do austero Tribunal
Que é de Contas da união.

Enquanto isto senhor Cunha
Já estava denunciado,
No Supremo Tribunal
Por um esquema montado
De propina recebida
Cinco milhões desviado.

Mas Cunha por ser astuto
Depois de ouvir aliado,
Para o impeachment de Dilma;
Positivou resultado,
E a oposição que aguardava
Saudou o momento esperado.

Na Câmara e no Senado
O governo viu derrota,
E a voz do povo nas ruas
Foi uma expressiva cota
Que afastou a presidente
Tendo o Brasil nova rota.

Aguardemos julgamento
Da presidente afastada,
Porém não se vê retorno,
Essa pátria está quebrada
Um retrocesso seria
Ter crise mais elevada.

Dilma foi abandonada
Pela base do partido, 
Viram em sua permanência
Algo muito sem sentido,
Mas ela foi defendida
Pra o poder não ser perdido.
  
Cunha, sobre a presidente
Ele nos profetizou:
Que ela sairia primeiro,
Portanto, quase acertou,
Os dois já foram afastados
Como o destino ordenou.

Ao findar a minha história
Lembro um líder esquerdista, 
Que gritava: fora Collor!
Em seu passado ativista,
E hoje nota que o futuro 
Não perde ninguém de vista.  
                                             
Contato com o autor: guaipuanvieira@yahoo.com.br
Fones:(85) 98810.8010- 99770.3220-Tim
ACESSE: http://www.cecordel.com.br/

terça-feira, 29 de março de 2016

CANTOS DE CORDEL
    
Com apoio do Cecordel e edição da Editora Ribeiro’s, o poeta cordelista Gennecy Silva, baiano de Paulo Afonso, realizou o sonho de publicar o livro Contos de Cordel, uma coletânea de poemas populares, produzidos em meados de 1988. Dessas obras destacam-se a LUTA DO TOURO COM A SUCURI e LAMPIÃO NO PURGATÓRIO. É uma obra singular que enriquece a literatura de cordel. No poema Reflexão, o autor exalta os desígnios da vida, em paralelo à existência divina.



Quando vem dificuldades  
Tornar caminhos incertos,  
Nunca cruze os seus braços
Diante desses desertos;
Pense só por um segundo
Que o maior homem do mundo
Morreu de braços abertos.

Pertence a Deus a montanha
O vulcão que o fogo lança,
A temível cachoeira,
O lago que trás bonança;
É de Deus o homem eleito
Que carrega no meu peito
Um coração de criança.

Pouco tenho nessa vida
Sofrida e muito enfadada,
Mais o pouco que possuo
Vale mais que esmeralda,
É um tesouro lapidado,
Pouco com Deus é aumentado
Muito sem Deus não é nada.

Acesse:

Uma entidade a serviço da literatura de cordel -29 anos conservando,
e incentivando essa cultura popular nordestina.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

ARQUIVO CULTURAL
LEITURA
Um livro por uma rosa

Na Praça dos Leões, doar e comprar livros foram motivos para ganhar rosas. A Festa do Livro e da Rosa acabou neste sábado
A FESTA DO LIVRO e da Rosa foi encerrada ontem na Praça dos Leões, Centro de Fortaleza(Foto: EVILÃZIO BEZERRA)
[23 Abril 16h15min 2005]

Livros para todos os gostos e idades. Distribuição de rosas, contação de histórias, maratona de leitura do Quixote das Crianças de Monteiro Lobato, oficina de cordel. Pela praça, a trupe literária Cavaleiros da Dama Pobreza e Grupo Garajal convocavam os presentes, por meio da música, a conhecer o ''mundo'' mágico da leitura. Essas atrações marcaram o encerramento, neste sábado, da Festa do Livro e da Rosa, na Praça dos Leões, no Centro de Fortaleza.

Nixon Araújo, assessor da Coordenadoria de Política do Livro e Acervo da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), diz que a festa, em Fortaleza, foi inspirada na tradição da Espanha, onde os livreiros vão às ruas e, além de vender livros, entregam rosas à população. Segundo ele, a Unesco aproveitou a iniciativa e instituiu o dia 22 de abril como o Dia Mundial do Livro. Esta é a terceira edição do evento na capital cearense. Na Praça dos Leões estavam 14 livreiros, foram montados estandes da Secretaria da Educação Básica (Seduc) e da Biblioteca Pública governador Menezes Pimentel.

Desde o último dia 22, foram realizadas atividades literárias em praças, na Academia Cearense de Letras (ACL) e Museu do Ceará. Grupos de contação de história e de oficina de poesias também foram aos bairros Tancredo Neves e Mercado dos Pinhões. Na Academia Cearense de Letras, houve mesa-redonda sobre os 400 anos de Quixote, de Miguel de Cervantes, e apresentação de teatro sobre a obra do autor. Guaipuan Vieira, autor do cordel sobre a história da vida e da morte do Papa João Paulo II, estava animado com a procura pela literatura de cordel. Os exemplares estavam sendo vendidos a R$ 1,00.

A técnica de radiologia Silvia de Oliveira confessa que ficou encantada com a variedade de títulos literários. ''A vontade que tenho é de ficar por aqui, conferindo e comprando''. Os autores preferidos dela José de Alencar e Machado de Assis. Não foi por menos que levou uma das principais obras de Machado, Dom Casmurro, para o filho de 13 anos. ''O mais interessante aqui é poder comprar barato e ainda ganhar rosa''.

A guia de turismo Inês Ferreira gostou da idéia da festa e sugeriu que o evento fosse repetido a cada mês. ''Achei ótima''. O aposentado Pedro da Silva, 68, foi ao centro fazer umas compras e aproveitou para comprar livros. ''Com um preço desse, vou levar Tieta do Agreste, de Jorge Amado, e As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis''. A Festa do Livro e da Rosa é realizada pela Secult, em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com apoio da Prefeitura de Fortaleza.



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