segunda-feira, 13 de maio de 2013


LIVRO NARRA HISTÓRIA DE SIQUEIRA DE AMORIM

Por Guaipuan Vieira (*) 

Recentemente, no programa Canto Sertanejo, da Rádio Pitaguary, entrevistei o professor Francisco José Gomes Damasceno, da UECE, Doutor em História (PUC-SP) e Coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em História e Culturas - DÍCTIS/UECE. Lançou, há pouco tempo, dois livros: História(s)E(m)Arte(s): Reflexões Sobre Sujeitos, coletânea de textos escritos por autores diversos e que aborda temas sociais e práticas culturais, resultado de um seminário realizado no Mestrado em História daquela universidade. O segundo livro: Nos Caminhos da Vida de Siqueira de Amorim, é a reprodução de croniquetas publicadas em jornais de Fortaleza, entre as décadas de 40 e 60, por Siqueira. Os livros foram publicados pela Editora EDUFCG (Universidade Federal de Campina Grande-PB) e estão disponíveis em bibliotecas públicas da capital alencarina, para aqueles que se interessam pela nossa cultura.

Neste artigo, faço uma reflexão sobre o conteúdo de NOS CAMINHOS DA VIDA... por se tratar de um personagem que vivenciei, e que não foi somente um poeta repentista ao som da viola, mas um formador de opinião, admirado por colegas do repente e intelectuais. Compunha a elite de cantadores de sua época, como Cego Aderaldo, Domingos Fonseca, Granjeiro, entre muitos, e que por ironia do destino, na efervescência da carreira, perdeu o direito de cantar, por complicações na laringe. Nos idos de 1992, em uma de nossas conversas, em sua residência, no município de MARACANAÚ-CE, transparecia desolado dos cantadores, mas alimentava seu existir na produção de cordel e na esperança de ver um livro inédito publicado, o que não aconteceu. Sabe-se que alguns anos depois do falecimento dele, os originais guardados em ambiente insalubre, na velha residência, foram destruídos.

Mas a história de Siqueira de Amorim é resgatada pelo professor Damasceno, que após concluir o doutorado, retornou as suas origens de nordestino, pesquisando a cultura popular, o cordel, o verso de improviso, do cantador, personagem às vezes simples pela circunstância da vida, ora rico pela expressividade artística. Nessas andanças pelo sertão cearense, teve a oportunidade de assistir a pelejas desses vates do improviso, e, em uma dessas, ouvir soar pela primeira vez o nome de Siqueira, cujos versos narrados ali, chamaram-lhe a atenção, para aquele personagem até então anônimo para ele: “o poema me remetia a voz espetacular, ao cantador criativo, ao homem cuja vida de cantorias – seu bem mais precioso –acabou por lhe entregar aos braços do povo...”

A curiosidade de saber mais desse poeta referenciado pelos cantadores, abriu caminho para a pesquisa acadêmica, quando descobre que “João Siqueira de Amorim é um personagem histórico em todos os sentidos do termo. Sua vida sempre possuiu as marcas do que uma vida experimentada de forma plena pode revelar”. A pesquisa foi fundamentada na documentação hemerográfica (jornais e revistas), feita na Biblioteca Pública Menezes Pimentel, quase dois anos garimpando as crônicas que ele escreveu nos jornais de Fortaleza. A outra pesquisa foi sobre a produção oral, oportunidade que entrevistou dona Raimundinha, viúva de Siqueira, quem lhe repassara uma rica história de vida, do poeta e do casal, entrelaçada de momentos difíceis, mas superada por não se subestimarem da solidão.

Damasceno observa que os escritos do poeta: “transitavam na cultura popular e na cultura letrada, de forma muito simples... ele escreve o cotidiano, faz registro político, da sociedade, da cultura, das coisas que aconteciam nos bares, na carestia, em tudo!” Outro aspecto marcante, é quando Siqueira narra que ainda menino, ouvindo os versos do repentista alagoano, Zé Félix, decidiu que daquele dia seria um cantador, como ele descreve: “Aqueles cantos, logo depois, abriram o caminho para minha voz... aqueles cantos abriram caminhos para a perdição de minha voz... para o final dos meus cantos ao som da viola... Siqueira foi um poeta de ricas inspirações, visionário que fez de seus versos, de suas crônicas, um veículo questionador do mundo ao seu redor.
  
(*)Graduado em História         


segunda-feira, 22 de abril de 2013

CORDEL E REPENTE
 Por Guaipuan Vieira

Sábado (19), na apresentação do programa Canto Sertanejo, na Rádio Pitaguary AM 1340 Khz , recebi um telefonema do poeta e folheteiro Elias Queiroz, um dos poucos agentes culturais cearenses, que desde 1970, especializou-se em promover encontro de violeiros em bares, feiras públicas e churrascarias, com o objetivo maior de vender a literatura de cordel e CD de cantadores. (Foto: Guaipuan Vieira entrevistando as poetisas Tetê e Maria do Carneiro) Elias foi procurado pelo Sr. Juarez Dias, residente em Belém do Pará, que lhe encomendara alguns cordéis meus. O encontro deu-se domingo (20), no “Bar dos Amigos”, no Bairro Ayrton Sena, em Fortaleza, de propriedade do Sr. Edmar Rodrigues Oliveira, que abriu espaço para a apresentação de cantorias, gênero literário de grande evidência no Nordeste e em algumas capitais do sul do país.
O Bar estava lotado de admiradores desse gênero literário. Apresentaram-se os repentistas José Soares, Humberto Lopes, João Omoroso, as poetisas Tetê e Maria  do Carneiro, essa cancioneira, de voz maviosa, já correu o Nordeste impressionando a todos com seu rico repertório. O bom desse encontro, além de estar no seio da gesta nordestina, origem do poeta popular, foi que vendi parte de minha produção literária (cordel e o CD – Cordel, viola e Repente, gravado pelos repentistas Antonio Jocélio e José Vicente), em sua 4ª Edição. É bom que se diga, que o poeta repentista, seja ele de grau mais elevado na cantoria, dos grandes festivais de violeiros, continua mantendo essa tradição.

Galerias de fotos

                  Elias Queiroz(exibe alguns cordéis), Guaipuan e
                                         Maria  Carneiro

João Omoroso e João Nogueira

Humberto Lopes e João Nogueira
                           
                             Maria do Carneiro(Quixadá-CE)

                                          José Soares(RN) 

Poetisa Tetê

terça-feira, 2 de abril de 2013


MEMÓRIA POÉTICA
Por Guaipuan Vieira

ZÉ DA PRATA nasceu na localidade Prata, município de Altos, região metropolitana de Teresina, Piauí, (1871-1949). Foi repentista de grande talento, também tocava sanfona de oito baixos. Não deixou nada escrito, a exemplo de muitos desse gênero poético. Seus versos satíricos com erotismo e de crítica de cunho político, registraram fatos e acontecimentos de gerações de sua terra e vizinhança, que foram memorizados por admiradores e reproduzidos oralmente por gerações. Somente em 1972 sua poesia ganhou destaque na Antologia de sonetos piauienses, do poeta e acadêmico Félix Aires. A obra despertou o interesse de pesquisadores e estudiosos por esse poeta polêmico para a sociedade de sua época e que as gerações passaram a admirá-lo. Na intimidade dos fatos  brinca com a rima na construção dos versos.


Eu sou côco catolé,
Sou padre dizendo missa,
Sou o chefe de puliça,
Sou catete, sou piloto,
Sou uma corda de couro,
Eu sou prata, eu sou ouro,
Sou vila e sou cidade,
Sou casa de caridade,
Sou sargento furriel,
Sou tenente-coronel,
Sou major e sou fiscal,
Sou delegado-geral.


FAZENDO DENUNCIA...

A justiça do Estado,
Que se diz justa demais,
Ainda não foi capaz
De dar conta do recado,
Pois o prefeito Zé Prado,
Sem a menor compostura, 
Falsificou escritura
De terras para vender:
Só a justiça não vê
O rato da Prefeitura. 

Consta que no leito de morte, ao lado de familiares, ele versou:

Eu estou passando as horas
Em estado moribundo.
Mas rede e panela velha
Só se acabam pelo fundo.
E talvez nesses três dias
Viajo pra o outro mundo.

Estou aqui padecendo, 
Como a velha carnaúba
Meus lábios estão rosados
Que só tripa de cojuba
E a face tão corada
Que só flor de caraúba.
Só me dão para comer
Um triste mingau de puba.
Tô no pé de uma ladeira
E não sei como é que suba.

terça-feira, 26 de março de 2013

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
ESTUDA CORDEL


A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB), lançou em 2011 o Programa “Educação – Compromisso de São Paulo”, que deu origem a um conjunto de ações para retomar e aperfeiçoar as orientações referentes aos materiais de apoio ao currículo, entre elas, o projeto denominado “São Paulo faz escola”, que resultaram na proposta de revisão de materiais, denominados Caderno do Professor e Caderno de Atividades do Aluno. O estudo prefaz um período de cinco anos, compreendendo 2013 a 2017 e estão inseridos textos da literatura de cordel, poesia narrativa de representação social, íntima com a história e emissor didático-pedagógico da Língua portuguesa. Um dos cordéis estudados é A chegada de Lampião no Céu, de autoria do poeta Guaipuan Vieira. A Fundação Carlos Alberto Vanzolini, contratada pela Secretaria da Educação para responder pela gestão operacional do projeto esclarece que a tiragem estimada por ano, para o professor é de 10 mil exemplares, acrescido do Caderno do Aluno, de 500 mil exemplares. As edições serão impressas e disponibilizadas no site da Secretaria da Educação, com acesso restrito a professores e alunos da rede pública. Eis as estrofres deste clássico da literatura de cordel:

Foi numa Semana Santa
Tava o céu em oração
São Pedro estava na porta
Refazendo anotação
Daqueles santos faltosos
Quando chegou Lampião.

Pedro pulou da cadeira
Do susto que recebeu
Puxou as cordas do sino
Bem forte nele bateu
Uma legião de santos
Ao seu lado apareceu.

São Jorge chegou na frente
Com sua lança afiada
Lampião baixou os óculos
Vendo aquilo deu risada
Pedro disse: Jorge expulse
Ele da santa morada.

E tocou Jorge a corneta
Chamando sua guarnição
Numa corrente de força
Cada santo em oração
Pra que o santo Pai Celeste
Não ouvisse a confusão.

quinta-feira, 14 de março de 2013
















14 DE MARÇO, DIA NACIONAL DA POESIA
HOMENAGEM AO NASCIMENTO 
DO POETA CASTRO ALVES
PARA MELHOR SAUDAR OS NOSSOS IRMÃOS POETAS, UMA ESTROFE DO POEMA O VIDENTE, DE CASTRO ALVES.
Às vezes quando à tarde, nas tardes brasileiras,
A cisma e a sombra descem das altas cordilheiras;
Quando a viola acorda na choça o sertanejo
E a linda lavadeira cantando deixa o brejo,
E a noite - a freira santa - no órgão das florestas
Um salmo preludia nos troncos, nas giestas;
Se acaso solitário passo pelas picadas,
Que torcem-se escamosas nas lapas escarpadas,
Encosto sobre as pedras a minha carabina,
Junto a meu cão, que dorme nas sarças da colina,
E, como uma harpa eólia entregue ao tom dos ventos
- Estranhas melodias, estranhos pensamentos,
Vibram-me as cordas d'alma enquanto absorto cismo,
Senhor! vendo tua sombra curvada sobre o abismo,
Colher a prece alada, o canto que esvoaça
E a lágrima que orvalha o lírio da desgraça,
Então, num santo êxtase, escuto a terra e os céus.
E o vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus! (...)

O poeta Helder Campos, homenageia os poetas com este poema, DIA NACIONAL DA POESIA. Segundo ele, esses vates são os legítimos representantes do amor, dos sonhos e das fantasias.

Hoje o dia é consagrado
À arte de versejar
Emocionando a quem ama
Ou a quem anseia amar
Um ir e vir de emoções
Num gostoso suspirar.

A poesia manifesta
Um inegável sentimento
Onde o poeta descreve
Seu mais profundo momento
Quer versejando alegria
Ou externando um lamento.

Não importa qual o gênero
Que o poeta é fiel
Se soneto ou verso clássico
Se rima livre ou cordel
O importante é premiar-nos
Com o seu vasto plantel.

Justíssima essa homenagem
Dada a esses sonhadores
Criadores de quimeras
Ou de utópicos amores
De tormentos incontidos
E tão infindáveis dores.

(14 de março de 2013)

quarta-feira, 13 de março de 2013

    O poeta Guaipuan Vieira, com este seu Adagiário no Cordel, presta uma justa homenagem a Leonardo Mota, cearense de Pedra Branca (1891-1916). Leota como era chamado pelos poetas populares, descreve seu grande legado à cultura brasileira:  " Fui um intransigente na defesa do sertão esquecido, do sertão caluniado e só lembrado quando dele se quer o imposto nos tempos de paz ou o soldado nos tempos de guerra. E fui sobretudo, contra o labéu de cretinice do sertanejo nordestino que orientei a minha documentada contradita: em todo o meu "Cantadores" e nas conferências que proferi, de Norte a Sul, pus o melhor dos meus empenhos em fazer ressaltar a acuidade, a destreza de esperíto, a vivacidade da desaproveitada inteligência sertaneja, de que os menestréis plebeus são a expressão bizarra e esquecida, apesar de digna de estudos." Outro grande estudioso, o professor Luiz da Câmara Cascudo, diz: em qualquer parte do Brasil onde estivesse ressuscitava o Nordeste como nenhum escritor poderia fazer ou outro artista tentar. Não era o Embaixador, mas a própria Terra com a gente palpitante... São essas vozes e essa gente que manterão Leonardo Mota contemporâneo e vivo no espírito do povo brasileiro, na legitimidade verídica de sua cultura."

Para o doutor folclorista
Eu presto a minha homenagem,
Neste folheto de feira,
Que também é reportagem
Já foi jornal do sertão
E preserva sua bagagem.

Pois vovó sempre falava,
Nesse doutor folclorista,
Que em certa ocasião
Foi-lhe fazer entevista,
Em Currais no Piauí,
Na fazenda Boa Vista.

Ela pitando o canimbo,
Os adágios nos dizia:
"Cachorro que acua alma
Não é boa freguesia
É como mulher que trai
O marido à luz do dia".

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O universo da literatura de cordel está de luto. Morre o grande expoente dessa arte, JOÃO FIRMINO CABRAL. O CECORDEL reproduz matéria publicada no site da INFONET e alguns textos publicados no FECEBOOK.
  Falece o cordelista Firmino Cabral

Cordelista estava internado há 15 dias no Huse

O cordelista João Firmino Cabral, que há 15 dias estava internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), faleceu na noite desta sexta-feira, 1º. Há sete meses, o cordelista lutava contra a leucemia, motivo que o levou a afastar-se do seu trabalho no mercado Thales Ferraz. Sua banca era uma das mais visitadas do local.
Seu Firmino passava por tratamento desde que descobriu a doença. Ele precisou ser internado após um agravo em seu estado de saúde. O velório está sendo realizado na Igreja Assembleia de Deis, localizada na rua B7, nº 135, bairro Santa Maria. O enterro será às 15h no cemitério São João Batista.
Seu Firmino é cordelista há 56 anos com mais de 180 publicações. A sua banca com histórias de cordel pode ser encontrada no Mercado Municipal Thalles Ferraz, em Aracaju, um dos pontos mais visitados. Seu Firmino recebeu vários prêmios inclusive das mãos do pernambucano Ariano Suassuna. As obras podem ser encontradas fora do país na Universidade de Nova Lisboa, em Portugal, e a Biblioteca Universitária de Versailles, na França.

Fonte:INFONET
Foto: Tupiniquim Editora

COMENTÁRIO NO FACBOOK SOBRE JOÃO FIRMINO CABRAL

ABLC - O UNIVERSO DA LITERATURA DE CORDEL AMANHECEU TRISTE COM A PARTIDA DO GRANDE POETA E SER HUMANO JOÃO FIRMINO CABRAL MAS GRATO COM TODA IMPORTANTÍSSIMA CONTRIBUIÇÃO A POESIA POPULAR E SUA POSTURA COMO SER HUMANO.

CECORDEL – JOÃO FIRMINO CABRAL compõe uma galeria de poetas que jamais serão esquecidos. Grande são os lutadores por uma arte, porque se fazem mestre pela qualidade da obra.

Klévisson viana

Homem simples, amigo de verdade
Foi um mestre da história do cordel
Romancista, inspirado menestrel
Que partiu pra morar na eternidade
João Firmino deixou muita saudade
Mas cumpriu com louvor o seu destino
Foi honesto,decente,genuíno,
Se o CORDEL ta chorando, é com razão
Vá com Deus, vá vem paz meu bom irmão
Rogo a Deus por meu mestres João Firmino.

Fernando Assumpção -Grande Poeta, executou seu oficio desde novo e manteve-se vigoroso em Aracaju, com sua banca, na fase que cordel estava em baixa.
Ele estaria na segunda fase do projeto Nossos Mestres do Cordel. Este Projeto eh dedicado a ti, meu poeta!
Cordelista JOAO FIRMINO AMARAL, Presente!!!

Guaipuan Vieira

João Firmino foi mestre da cultura,
Expressão das histórias de cordel;
Nesse solo brasileiro, o menestrel,
Em toda geração será leitura...

A MORTE DO POETA

É UMA VISÃO SITÉTICA E OBJETIVA,
É A REALIDADE CIRCUNSTANTE
E TRANSCENDENTAL...
O SEU LIRISMO
É MAIS LÍRICO E NARRATIVO,
É MAIS UMA REPORTAGEM LÍRICA
EXPRESSIVA,
COM GRANDES CONCENTRAÇÕES
DE SENTIMENTO
E PENSAMENTO,
DEIXANDO LUGAR À MEDITAÇÃO.

Chico Salles Araujo - A Literatura de cordel e a ABLC estão de Luto com o falecimento do Poeta sergipano JOÃO FIRMINO CABRAL. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupante da cadeira 35, originária do Poeta Expedito Sebastião da Silva.

Traduzindo aqui uma breve biografia elaborada pelo companheiro Sergival Silva: João Firmino CABRAL, nasceu em 1º de janeiro de 1940, na cidade de Itabaiana - Sergipe. Agricultor desde menino, aprendeu as primeiras letras através dos livretos de cordel que utilizou como cartilha. Trabalhou durante muitos anos como assistente do grande cordelista Manoel D'Almeida Filho que se tornou seu mestre e descobriu sua vocação poética, incentivando-o a escrever seu primeiro livreto. João Firmino deixa triste o universo da literatura de cordel, vencido na manhã de ontem pela leucemia. Que Deus ilumine os caminhos deste grande Mertre.

Zeca Pereira - Mais um colega que parte, mas a sua história jamais será apagada, grande poeta e pessoa que tive o prazer de conhecer pessoalmente em 2011. A dois meses atrás falei com ele pela última vez por telefone, quando me falava que estava bem melhor, mas infelizmente Deus o chamou. Que descanse em paz grande poeta e amigo João Firmino Cabral.