A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, premiou dia 7 de dezembro de 2011 os contemplados pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel (Edição Patativa do Assaré). O Ministério da Cultura investiu cerca de R$ 3 milhões na iniciativa, que beneficiou 200 projetos na área de pesquisa, produção e difusão do cordel e linguagens afins. Na cerimônia, realizada em Fortaleza (CE), a ministra anunciou que o ministério já está preparando a segunda edição do edital para 2012.
“Com esse edital podemos afirmar em alto e bom tom que a literatura de cordel virou assunto de política pública no Brasil”, disse. A ministra entregou o certificado de premiação aos primeiros classificados em cada uma das quatro categorias do edital: Criação e Produção, Pesquisa, Formação e Difusão em suas respectivas subcategorias. Para os premiados, a ministra disse que “o trabalho de produção artística deles enaltece a cultura brasileira”.
O prêmio recebeu 618 inscrições, sendo 449 projetos classificados. Trata-se da primeira iniciativa do Ministério da Cultura para este segmento da cultura popular e que vem ressaltar a importância da literatura de cordel como patrimônio brasileiro. A categoria Criação e Produção recebeu a maior quantidade de inscrições (323). Nesta categoria foi destinado um montante de R$ 1 milhão para a produção de livros, folhetos de cordel, CDs e DVDs, distribuídos entre novos trabalhos e reedições de obras esgotadas.
A área de Pesquisa recebeu prêmios de R$ 250 mil. O segmento de Difusão teve 40 projetos contemplados com investimento total de R$ 900 mil. Outros R$ 850 mil foram destinados para projetos de Formação – sendo 10 iniciativas já existentes e 40 novas. Afonso Fernando Alves de Oliveira foi um dos vencedores nesta categoria, com o projeto “Método canavial”, uma oficina de capacitação na área de produção cultural, para moradores da zona rural de Vicência (PE).
O Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel visa divulgar e estimular a produção literária e demais expressões culturais neste segmento, e também valorizar e apoiar a propagação da cultura popular, estimulando a geração de renda para poetas e demais artistas que atuem no campo da Literatura de Cordel e linguagens afins.
O professor e poeta Gerardo (PARDAL) foi um dos vencedores do prêmio na categoria de Literatura de Cordel. O Poeta concorreu com um livro - uma coletânea de 10 folhetos de cordel. O livro aborda um assunto inédito no campo dos cultivos da terra. Trata-se de uma tranferência de linguagem - da tecnológica para a popular - que o poeta conseguiu fazer após muitas conversas a pesquisas junto aos engenheiros agrícolas da Universidade Federal do Ceará.
Pelo índice, você tem uma idéias da riqueza do conteúdo do livro:
Capitulo I
O FEIJÃO DÁ FORÇAS NAS PERNAS
Capítulo II
ALGODÃO: NOSSO OURO DO SERTÃO
Capítulo III
A CULTURA DA MANGUEIRA
Capítulo IV
MAMÃO TODO DIA DÁ PELE MACIA
Capítulo V
A CULTURA DO ARROZ IRRIGADO
Capítulo VI
A CULTURA DA MANDIOCA
Capítulo VII
QUEM COME TOMATE, JAMAIS SE ABATE
Capítulo VIII
BANANA NOSSA DE CADA DIA
Capítulo IX
CRIAÇÃO DE PEIXE
Capítulo X
FAÇA COMIDA GOSTOSA USANDO FORNO SOLAR
É um trabalho que pode ser muito bem explorado pelo INCRA, as Secretarias de Desenvolvimento Agrário, Cooperativas de Trabalhadores Rurais etc. Um cordel pra ser cantado, recitado, dramatizado.
ADQUIRA
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Literatura de Cordel recebe premiação
Publicado em 6 de dezembro de 2011 A ministra da Cultura, Ana de Hollanda,(foto) entrega amanhã, às 14 horas, no CCBNB-Fortaleza, o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré
O papel dos cordelistas, emboladores e poetas populares na construção da identidade e da diversidade cultural brasileira tem sido reconhecido nacionalmente. Prova disso é a criação do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré, que será entregue amanhã, às 14 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB-Fortaleza). A solenidade contará com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura (MinC), Fabiano dos Santos.O Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel premiou 200 iniciativas culturais dedicados à criação e produção, pesquisa, formação e difusão da Literatura de Cordel e de linguagens afins como repente, cantoria, xilogravura, coco, entre outras.
O edital contemplou pessoas físicas e jurídicas que concorreram em quatro categorias. O Prêmio é o primeiro edital lançado pelo MinC nessa área, e vem atender uma importante demanda gerada no Seminário de Políticas Públicas do I Encontro Nordestino de Cordel, evento que foi realizado em Brasília, em maio de 2009, pelo Ministério da Cultura.
Fonte:Caderno 3 -Diário do Nordeste
EM TEMPO: Em Fortaleza(CE), vários poetas do CECORDEL foram agraciados com este importante Prêmio. Desses Gegardo Carvalho Frota(Pardal), Guaipuan Vieira, Paulo de Tarso, Jotabê e Cícero Modesto Gomes.
Em 1994 foi realizado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará o Prêmio de Poesia de Cordel e publicado esta antogia(foto)
PREFÁCIO -“ A SECULT quis provar com este concurso a pujança e o vigor da expressão cearense e o conseguiu. Existe toda uma tradição do folheto no Ceará que permanece atualizada nesta amostragem.
São doze poetas de idades, procedências e escolaridades variadas. O traço comum seria o talento, a iniciativa, uma sabedoria ancestral que se manifesta em cada verso.
Trata-se de uma poesia escrita que se perfaz na oralidade. Para ser lida e ouvida nas noites sertanejas, na periferia de Fortaleza, no circuito dos pesquisadores e estudiosos.
O popular aqui é um rótulo que não deprecia sua origem, tampouco cria categorias em relação à norma culta. O popular é o motor da transmissão, desafiando as regras de consumo, as normas impositivas da chamada Indústria Cultural. O popular é o fio de Ariadne que tece essas histórias. Que englobam um tecido mais amplo, de um grande texto marcado pelas experiências de vida, pelas visões de mundo e pelas mitologias cearenses.
O Prêmio Ceará de Literatura Popular foi um pretexto bem sucedido para fazer esta produção vir à tona. Os poetas acolheram de pronto à convocação. O número de inscritos superou as expectativas. Um júri formado por Ribamar Lopes, Itelvina Marly e Renato Dantas surpreendeu-se com a qualidade dos escritos e teve trabalho em selecionar os doze melhores. Que são publicados neste livro por ordem alfabética.
É um conjunto que dá a exata medida das preocupações, dos impasses e das saídas das culturas populares. Um conjunto que diz da importância e a oportunidade da iniciativa e da força e criatividade dos poetas do povo”
Poetas premiados
Afonso Nunes Vieira, Celso Góis Almeida, Expedito Sebastião da Silva,Gerardo Carvalho Frota(Pardal),Guaipuan Vieira, João Bandeira de Caldas,João Batista de Azevedo dos Santos, José Erivan Bezerra de Miveira, José Lemos de Carvalho, José Rogaciano Siqueira de Miveira e Vicente Paulo Lemos.
PASSADO PRESENTE
Prêmio Ceará de Literatura Popular
Em 1994 foi realizado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará o Prêmio de Poesia de Cordel e publicado esta antogia(foto)
São doze poetas de idades, procedências e escolaridades variadas. O traço comum seria o talento, a iniciativa, uma sabedoria ancestral que se manifesta em cada verso.
Trata-se de uma poesia escrita que se perfaz na oralidade. Para ser lida e ouvida nas noites sertanejas, na periferia de Fortaleza, no circuito dos pesquisadores e estudiosos.
O popular aqui é um rótulo que não deprecia sua origem, tampouco cria categorias em relação à norma culta. O popular é o motor da transmissão, desafiando as regras de consumo, as normas impositivas da chamada Indústria Cultural. O popular é o fio de Ariadne que tece essas histórias. Que englobam um tecido mais amplo, de um grande texto marcado pelas experiências de vida, pelas visões de mundo e pelas mitologias cearenses.
O Prêmio Ceará de Literatura Popular foi um pretexto bem sucedido para fazer esta produção vir à tona. Os poetas acolheram de pronto à convocação. O número de inscritos superou as expectativas. Um júri formado por Ribamar Lopes, Itelvina Marly e Renato Dantas surpreendeu-se com a qualidade dos escritos e teve trabalho em selecionar os doze melhores. Que são publicados neste livro por ordem alfabética.
É um conjunto que dá a exata medida das preocupações, dos impasses e das saídas das culturas populares. Um conjunto que diz da importância e a oportunidade da iniciativa e da força e criatividade dos poetas do povo”
Poetas premiados
Afonso Nunes Vieira, Celso Góis Almeida, Expedito Sebastião da Silva,Gerardo Carvalho Frota(Pardal),Guaipuan Vieira, João Bandeira de Caldas,João Batista de Azevedo dos Santos, José Erivan Bezerra de Miveira, José Lemos de Carvalho, José Rogaciano Siqueira de Miveira e Vicente Paulo Lemos.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Programa de Pesquisa em Literatura Popular–PPLP/UFPB
Período: 18 à 25 de Novembro.
Apoio: Programa de Pós graduação em Letras–PPGL
Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – DLCV/CCHLA
Inscrição pelo site:
http://www.cchla.ufpb.br/posletras/
Período: 18 à 25 de Novembro.
Apoio: Programa de Pós graduação em Letras–PPGL
Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – DLCV/CCHLA
Inscrição pelo site:
http://www.cchla.ufpb.br/posletras/
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Forrozão do Guaipuan - Canto Sertanejo

Perneira,cela e gibão,
Vaqueiro tendo espanto
Por presenciar encanto
a cena mais comovente
Do barbatão tão valente
que cega o seu vaqueiro
É nordeste brasileiro
Sertão,viola e repente.

Aos sábados às11h, na Rádio Pitaguary
-1340 Khz.(85)3382.2222
-1340 Khz.(85)3382.2222
Um programa eclético, voltado à música sertaneja nordestina. Ao legítimo forró pé-de-serra. A informação precisa, os "causos", poemas matutos e a canção de viola.
Cantar o verso que canto
É descrever do sertão: Perneira,cela e gibão,
Vaqueiro tendo espanto
Por presenciar encanto
a cena mais comovente
Do barbatão tão valente
que cega o seu vaqueiro
É nordeste brasileiro
Sertão,viola e repente.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
POESIA E PRODUTO: CULTURA E MERCADO DE CORDÉIS DE CIRCUNSTÂNCIA EM FORTALEZA
DADOS DO AUTOR PRINCIPAL
Nome: ALYNE VIRINO
Email: alynevirino@bol.com.br
Formação: Aluno(a) de Mestrado
Instituição: UECE - Universidade Estadual do Ceará
Co-autores: ERICK DE ASSIS
RESUMO
DADOS DO AUTOR PRINCIPAL
Nome: ALYNE VIRINO
Email: alynevirino@bol.com.br
Formação: Aluno(a) de Mestrado
Instituição: UECE - Universidade Estadual do Ceará
Co-autores: ERICK DE ASSIS
RESUMO
A pesquisa apresentada envolve como temática abrangente a Literatura de Cordel e delimita-se aos folhetos chamados “cordéis de circunstância”. Com poesias criadas sobre a história imediata de Fortaleza, estes folhetos assumem dinâmicas referenciais para a cultura e sociedade, mas também se voltam ao mercado de produção de cordéis, como um mercado cultural. Duas instituições são estudadas como representativas desta dinâmica: o Cecordel - Centro Cultural de Cordelistas do Nordeste e a Editora Tupynanquim. Estas produtoras estabelecem características do discurso dos próprios cordelistas como criadores, produtores e editores que possuem consciência do seu campo, do seu mercado, da sua valorização mercantil e cultural diante da sociedade onde está inserida esta temática da Literatura de Cordel. A escolha por estas instituições é justificada através da análise das fontes, orais e impressas, apresentadas, pois em seu discurso estas possuem características distintas entre si, mas ambas aproximam suas temáticas e suas intenções editoriais ao “mercado” da notícia. A notícia então, não circula apenas entre os meios de comunicação, circula em forma de poesia impressa em folheto: o cordel. O discurso sobre a temática de circunstância do Cecordel e da Tupynanquim, apresenta-se como ideológico sobre a importância e função cultural do produto para a capital cearense, contudo assemelha-se a um discurso mercantil, pois ambos relacionam suas opiniões com a capacidade comercial de cada instituição. Sendo assim, o Cecordel busca vendas para o sustento da instituição coloca o valor cultural, social e patrimonial dos cordéis de circunstância como referencial e não das temáticas clássicas, sobre romances e lendas, entretanto, não possuem o direito de reproduzi-los; já a Tupynanquim possui o direito de republicação de antigas temáticas clássicas e coloca a temática de circunstância justamente como passageira e efêmera diante a tradição dos clássicos. Refletimos assim sobre esse discurso atrelado ao valor simbólico e mercantil envolvendo a literatura de cordel. E também sobre uma consciência e atuação no mercado da informação, tendo assim, sempre presente nas temáticas de circunstância motivos sensacionalistas, no sentido de grande repercussão, como tragédias, crimes, escândalos políticos, explorados intensamente e divulgados com destaque pelos meios de comunicação de massa, que são as fontes de inspiração e informação dos cordelitas. Impasses e semelhanças que constituem o mesmo grupo cultural, demonstrando as renovações constantes que se passam nos campos específicos, como o da cultura popular, e que fazem parte de uma cultura também de consumo adaptada constantemente aos novos interesses da sociedade.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
No último domingo, 11 de setembro foi um dia especial para o poeta Guaipuan Vieira, natural de Teresina Piauí, radicado em Fortaleza desde a década de 70, onde enveredou arduamente pela retomada da literatura de cordel, que agonizava no anonimato espúrio. Na década de 80 criou o CECORDEL, entidade responsável pelo renascimento dessa literatura popular. Guaipuan é filho do poeta folclorista e indianista Hermes Vieira e de Maria José Sousa Rodrigues. Pertence a ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL-ABLC e a ACADEMIA METROPOLINA DE LETRAS DE FORTALEZA. Compõe a equipe de locutores da Rádio Pitaguary-AM 1340. O poeta recebe homenagens dos amigos e familiares, na passagem de seus 60 anos de idade e 33 anos dedicados à poesia popular. Como diz o poeta Cariri do Cordel, seu irmão:
Sessenta anos de idade
Trinta e três de poesia
Guaipuan grande poeta
Tem na arte maestria
É um mestre do cordel
Que a rima lhe agracia.
No mundo é estudado
Pelo verso ser perfeito
E por isto ele compõe
Com merecido direito
A Academia do cordel
ABLC de conceito.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Arte de piauiense tem boa receptividade no Acre
Escrevi cada livreto
Nos divãs da aura santa
São quintetos pendurados
Nos lirais do pensamento.
De um cordel literatura
Onde a gente tece e jura
Melhor entretenimento.
Meigo vivo está na veia
Das tuas teias freme a rima
Pondo as auras cor da aurora
Pra meu povo a toda hora
Que lhe canta adora e prima.
Fonte: Jornal O DIA (Transcrição da Folha do Acre) –Teresina, terça/quarta-feira, 25/26/12/1984
Foto recente
O piauiense Uiratan Vieira, poeta, escritor e pintor está se firmando com o trabalho que vem realizando na cidade do Acre. Os jornais locais sempre reservam um espaço em suas páginas para divulgar as atividades de Uiratan, que vive de seus dotes artísticos. Filho do conceituado poeta e escritor Hermes Vieira, das plagas do Piauí. Uiratan saiu de Teresina há vários anos, em busca de apoio artístico. Hoje com muita notoriedade no estado do Acre,conservando sua modéstia,ele diz que no Piauí é muito difícil para um artista conseguir vencer, principalmente se ele for filho do estado. “No entanto, não nego minhas origens. Pelo contrario, me orgulho delas e pretendo retornar ao meu estado”,diz ele, acrescentando: “Mas só voltarei quando estiver firmado em minha carreira com escritor e pintor”(Uiratan tem belos quadros, com muita aceitação em Cruzeiro do Sul). E concluíndo envia seu recado para os piauienses: “Espero que o povo do meu estado saiba realmente valorizar os filhos da terra, e que é seu”. No poema CORDA CORDELINA ele deslumbra sua poética entre o popular e o erudito:
Escrevi cada livreto
Nos divãs da aura santa
São quintetos pendurados
Que tem nos cordões grifados
Seu nome que o povo canta.
Violas e cantadores
Expressado os seus valores
E toda orla se encanta.
Pois tu és cordel cantado
De recheio e belo ungüento
Donde as musas inspiram o toque
E o poeta rima o enfoqueNos lirais do pensamento.
De um cordel literatura
Onde a gente tece e jura
Melhor entretenimento.
Meigo vivo está na veia
Das tuas teias freme a rima
Pondo as auras cor da aurora
Pra meu povo a toda hora
Que lhe canta adora e prima.
Mas se vai limo a moldura
Faz varrer tenaz usura
Do edital voraz da sina.
Vencer ledo herói ninar
Caminhar de boca em boca
Nos trovar que te fenecem
Estilos desaparecem
Mais tu hás de perdurar.
Alva corda nordestina
Livre solta e libertina
No cordel doce rimar!
Foto recente
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