sexta-feira, 29 de maio de 2026

Discos Voadores no Cordel

 Discos Voadores no Cordel

Apresentamos três cordéis do poeta Guaipuan Vieira, que descrevem aparições de discosvoadores: “O Caso de Hermínio e Bianca”, ocorrido no Rio de Janeiro, em 1976;    outro nacidade de Quixadá, no Ceará, em 1989; e outro em Varginha, Minas Gerais, em 1996.”

                                                    


                                                                                                                                                                                                        ET de Varginha                                                                                      
Esta história que transcrevo
É de um fato acontecido
Sobre tal extraterrestre
Que causou forte alarido
Naquele torrão mineiro
E o mundo afina o ouvido.

Recentemente em Varginha,
Uma cidade mineira,
Três irmãs, por um caminho,
Vinham em hora fagueira,
Retornando para casa,
Mas viram cena intrigueira.

Das irmãs, uma calada
Caminhava com atenção,
Contudo, em dado momento,
Bate forte o coração
Ao ver um bicho agachado
Tendo os olhos de tição.

Elas viram a criatura
Com olhar muito espantado,
Magra, de pele marrom,
Viscosa por todo lado,
Olhando como dizendo:
“Sigam em paz, obrigado.” (...)

   A História do disco voador  que apavorou quixadaenses

 Eu tomei conhecimento
Por matéria de jornal
Que em solo quixadaense
Houve um grande vendaval
Cuja causo foi um disco
Com seu pouso casual.

Foi apenas um minuto
Que o disco voador
De momento apareceu
Causando grande pavor
Aqueles que não temiam
A justiça do Senhor.

 Pra eles foi um castigo
Por nosso Deus, enviado
Para mostrar às pessoas
Que só viver no pecado
Deixa o grande Onipotente
Tristonho e contrariado.
 
O disco naquela terra
Fez gente se apavorar
Fez namorado de esquina
Desistir de namorar
E fez casal separado
Novamente se juntar.
 
Fez gente pagar promessas
Ao santo milagreiro
Fez “cabra” pagar as contas
De dez anos ao quitandeiro
E também agradecer
Ao paciente vendeiro.(...)

                   Disco Voador Sequestra  Humanos  

Ano de setenta e seis
Numa noite de janeiro
Que esta história começou
Com seu cenário intrigueiro
Para um casal que seguia
O seu tranquilo roteiro. 2

Ele chamado de Hermínio
De Bianca o nome dela,
Um bom casal de mineiros
Viviam uma vida bela
Tendo Deus no coração
Também neutros de mazela. 3

Do Rio de Janeiro a Minas
Seguiam seu bom roteiro,
Era tarde e uma visão
No céu viram bem ligeiro,
Um luminoso balão
No seu formato o primeiro.4

Hermínio parou o veículo
E sua mulher na emoção
Começou a tirar fotos
Pensando ser um balão,
Súbito foi surpreendida
Com aquele forte clarão.5

Naquele exato momento
Pelo impulso da emoção
Hermínio ligou o carro
Pra fugir de assombração
Mas o motor sem partida
Correr foi sua intenção.6

Puxou o trinco da porta
Mas ele estava travando
A mulher puxou o outro
Foi o mesmo resultado
A mulher criou: meu Deus
        Nos salve desse encrencando.    (...)

Escreva sua história, contato: guaipuanvieira@yahoo.com.br

           




 






quinta-feira, 7 de maio de 2026

O POETA E O EGOISTA

 

O POETA E O EGOISTA

Nesta estrofe, o autor se surpreende ao ler, em rede social, que um poeta cordelista estaria deixando sua produção poética por se sentir injustiçado entre outros poetas. Ao tomar conhecimento da notícia e movido pela emoção, Guaipuan escreveu de improviso esta estrofe:

Não ligue para egoísta
Tome teu caminho e siga
A arte é um dom divino
Fuja de qualquer intriga
Pois quem vive da luz própria,
O mal chega e não desliga.
 


 


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A História do Filho que matou a mãe((Cortou seu dedo para sacar dinheiro)


FATALIDADE x CORDEL

A cidade de Parelheiros, em São Paulo, foi palco de um evento de extrema crueldade que rapidamente ganhou as manchetes, causando profunda comoção. A vítima dessa tragédia foi Eliana, uma professora aposentada, respeitada e conhecida na comunidade. O poeta Guaipuan Vieira foi rápido e escreveu  esta trágica história em literatura de cordel. 


Com meu coração sofrido
Eu venho contar a história,
Num folheto de cordel,
Retratando a trajetória
Da moderna humanidade
Sem perder minha oratória. 

No distrito de Parelheiros,
Em São Paulo, rico estado,
Recentemente uma cena
Deixou seu povo chocado;
Que a tristeza tece um dó
Do cenário ali marcado.

Naquele solo paulista
Um triste fato ocorreu
Um jovem cheio de raiva
Seu mau instinto acendeu
Espancou sua própria mãe
E o mais triste aconteceu.

Eliana, uma professora
Que já estava aposentada,
Tinha vida muito mansa,
Por vizinhos era amada;
Sua companhia era o filho,
Que não ligava pra nada.

Estudante de Direito,
Por Maurício conhecido,
Conversava muito pouco
Com um falar bem instruído
Tudo por ele sua mãe
Sempre fez sem alarido.

Mas o jeito desse moço
Ligeiro estava mudando,
Pra mãe passou a ser grosseiro
Que aflita estava ficando
Sem saber o que fazer,
E sozinha meditando.

Por último, tristonha era
Que dona Eliana vivia
Pra os vizinhos demonstrava
Que seu peito já doía
A família era afastada
De quase nada ela sabia.

Certa hora, à luz noturna,
Num gesto tão traiçoeiro,
O filho discute com a mãe
E num impulso grosseiro
Da escada ele a empurrou,
No chão foi seu paradeiro.

Ele vendo aquela mãe
No chão já desfalecida,
Pensou ligeiro na cena,
Sem socorrer aquela vida,
Achando que acordaria
Daquela dura ferida.

Em um sofá pôs a mãe
Bem antes de ir embora;
Depois saiu cabisbaixo,
No relógio vendo a hora,
Como se estivesse atrasado
Pra se mandar porta afora. 

Tendo o celular da mãe,
A ligação que recebi,
Ele inventava uma história,
Sem quebrar a sintonia,
Para não cair no contraste
De tudo que ele dizia(...)

Contato com Autor: 
guaipuanvieira@yahoo.com.br



terça-feira, 15 de abril de 2025

 CARIRI DO CORDEL LANÇA CORDEL NA XV BIENAL DO LIVRO

Poeta Cariri do Cordel fez novo lançamento de cordéis na XV Bienal do Livro em Fortaleza, os cordéis lançados foram A HISTÓRIA DAS PLANTAS e RAIZES MEDICINAIS e A HISTÓRIA DA RAPOSA  ASTUCIOSA. O poeta é filho do saudoso poeta piauiense Hermes Vieira. 





terça-feira, 25 de junho de 2024

 

PRESIDENTE LULA

Este foi o primeiro cordel escrito no Brasil descrevendo  a vitória de um ex-metalúrgico, ex-sindicalista  brasileiro, a presidência do Brasil

.


quinta-feira, 11 de abril de 2024

CORDELISTA JOSÉ FERREIRA NERES (J.NERES)

Pouco se sabe da produção do poeta cordelista José Ferreira Neres, J. Neres, cearense e que residia na cidade de Aracati, no Ceará. Publicamos um poema em Folha Solta e a capa do cordel Apologia ao Jumento, sem data de edição. Segundo o poeta Guaipuan Vieira esta produção é da década de 1980, tomando como base o recebimento das obras.



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

 


Série Barracões: De volta à Imperatriz, Leandro Vieira traz Lampião para incendiar a comunidade leopoldinense

O carnavalesco Leandro Vieira e a Rainha de Ramos se reencontram depois de três anos agora em uma situação completamente diferente. Primeiro, a Imperatriz está no Grupo Especial e tem trabalhado com afinco para disputar o título da elite do carnaval. E desta vez, diferente do carnaval de 2020 no Grupo de Acesso, o carnavalesco está produzindo um enredo autoral. “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida” foi desenvolvido pelo artista e apresentado à diretoria da Imperatriz Leopoldinense. O desfile vai narrar de forma lúdica as aventuras de Lampião após sua morte tentando entrar no céu e no inferno, baseadas em algumas obras da literatura de cordel de José Pacheco e Guaipuan Vieira. Leandro conta como desenvolveu essa ideia de enredo.


“Todos os meus carnavais até aqui pelo menos, eles se debruçam sobre signos de brasilidade, em histórias de brasilidade, e é natural que um artista, que gosta da pesquisa, que gosta da leitura, vá acumulando algumas histórias que ele tem vontade de contar. Como eu sou um apaixonado pela cultura popular e pela brasilidade, é natural que a literatura de cordel desperte a minha atenção. Eu conhecia os cordéis que hoje servem como base para a construção do enredo que eu estou apresentando. Mas na verdade isso acontece de uma maneira muito natural. No mesmo balaio em que eu tirei o besouro do Império Serrano, é desse mesmo balaio que eu tiro o Lampião e os cordéis em torno do destino pós morte dele. Era uma coisa que em alguma instância estava no meu radar. Quando eu encontrei um corpo para apresentar isso, eu fui buscar qual é o contorno melhor para adaptar essa história que já estava no meu radar para ser apresentada para a escola que eu estou que é a Imperatriz”, explica o carnavalesco. 

Dentro da pesquisa em cima da literatura de cordel, Leandro Vieira revela que havia uma quantidade muito expressiva de material para ser apresentado, mas escolheu justamente a história de Lampião para mexer um pouco com a Verde e Branca de Ramos.  “Eu descobri várias coisas interessantes. É um material muito rico, muito vasto. Mas eu achei que para esse momento de chegada na Imperatriz, o ideal seria usar essa energia um pouco caótica do Lampião. Por uma questão artística e por uma questão conceitual mesmo, para dar uma fervida no sangue da escola, para dar uma pitada de delírio, para trazer uma pegada mais quente. Nesse momento eu quis chegar ao enredo que tivesse a capacidade de esquentar a escola”, define o carnavalesco. 
Antes desse retorno à Imperatriz, Leandro realizou seis carnavais na Mangueira no Grupo Especial com dois títulos. No Acesso estreou na Caprichoso de Pilares em 2015, fez o desfile campeão do Império Serrano no carnaval passado e o da própria Nação Leopoldinense vitorioso em 2020. É um carnavalesco que já possui um estilo consolidado. Para este carnaval de 2023, a proposta de enredo, inspirada em literatura de cordel e contando de forma lúdica a história de Lampião, Leandro foge um pouco da temática mais concreta e crítica que teve em boa parte dos seus desfiles na Estação Primeira de Mangueira. Mas o artista garante que seguirá neste desfile apresentando aquilo que faz parte da sua essência, seus gostos artísticos ainda que trazendo um novo componente nesta equação que é a relação com a nova agremiação.

“A Imperatriz me apresenta outras possibilidades de fazer. E eu estou usufruindo, estou desfrutando das possibilidades de fazer que a Imperatriz me apresenta. Mas isso não quer dizer que eu vou me tornar outro artista. Porque eu sou o artista que sou porque gosto de ser. As minhas predileções artísticas, as minhas predileções estéticas continuam. Eu não mudei de escola para me tornar outro. Eu sigo tendo os mesmos interesses, só que com outras possibilidades de fazer. São essas possibilidades que vão me apresentar de uma forma um pouco diferente. Mas, as minhas predileções artísticas continuam as mesmas. Eu não me tornei outro artista. Eu não me tornei o Leandro que vai levar luxo, pluma, quilometragem para a Avenida. Não é isso. Sou o mesmo artista, que levanta os mesmos debates porque sou o artista que sou. E acho que a Imperatriz só contratou o artista que ela conhecia. Eu não fui contratado pela Imperatriz para ser outro. Mas é claro que a escola me dá outra condição de realização, é nessa condição de realização que talvez eu seja outro”, entende o carnavalesco.

Fonte:  https://carnavalesco.com.br/serie-barracoes-de-volta-a-imperatriz-leandro-vieira-traz-lampiao-para-incendiar-a-comunidade-leopoldinense/




quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

PERSONALIDADES HISTÓRICAS DO CEARÁ CANTADAS EM CORDEL

          

O novo livro de Guaipuan Vieira é um passeio pela história do Ceará. O poeta descreve em cordel personalidades que continuam no imaginário de sua gente e de admiradores da história de heróis. O Livro foi lançado na 5ª Feira do Cordel Brasileiro em Fortaleza, a capital do cordel. Contato com autor: guaipuanvieira@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Disco Voador Sequestra Humanos

    Em 1976 o poeta Guaipuan Vieira produziu este cordel que narra a história de um casal  de mineiros que foram abduzidos por um disco voador, no Rio de Janeiro.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

A CHEGADA DE LAMPIÃO NO CÉU

  

Os cordéis  A Chegada de Lampião no Inferno de José Pacheco e  A Chegada de Lampião no Céu  de Guaipuan Vieira"   inspiram o enredo da  Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, para o carnaval de 2023. Estes dois cordéis narram o entrave que o  cangaceiro teve na porta porta do inferno, como  na porta  do Céu.  Salienta-se que no Céu ele é expulso por São Pedro e enviado para o Nordeste que só o cabra da peste com ele se acostumou. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

A História do Terrível Pistoleiro Joaquim Leandro Marcial -CATANÃ

               

Outra vez com minha rima

Um dom de Deus concedido

Venho descrever história

De um terrível bandido

Pistoleiro perigoso

E no Nordeste temido.

 

Joaquim Leandro se chama

Sobrenome Marciel, 

Mas na dupla identidade

Por ser sujeito infiel,

Francisco de Assis Brasil,

Outro registro em papel.

 

Em São João do Rio do Peixe

Na Paraíba o estado,

Bem perto de Catolé

Um município afamado

Catanã nasceu, criou-se

Foi vendo o crime ao seu lado.

 

Seu pai era um agricultor

Lá naquela região

Moço calmo e bem querido

Daquela população,

Mas cobiçaram sua terra

Que gerou uma confusão.

 

Terreno apegado ao seu

Um sujeito então comprou

E com falso documento

Bem rápido apresentou

Para o pai de Catanã

Que perplexo ele ficou.

 

Aquele vizinho novo

Com o coração de maldade

Disse ao moço agricultor

Terra doutro não se invade

Sou dono de trinta braças

Documento é a verdade.

 

O velho partiu pra cima

Daquele desaforado

Com foice na direção

Pra não ser desrespeitado

Mas um tiro de revólver

Recebeu pra ser finado.

 

Catanã adolescente

Viu seu pai assassinado

E entre o manto da tristeza

Vingança fui resultado,

Mês depois o desafeto

Matou por ser obrigado...


Este cordel foi lançado na Bienal do Livro em Fortaleza, em 2022.

É composto de 31 estrofes - Edição Cecordel. Leia também:

http://amlece.blogspot.com/2007/12/as-faanhas-do-pistoleiro-catan-por.html







sábado, 12 de fevereiro de 2022

CORONAVÍRUS-O APOCALIPSE DO SÉCULO XXI

O poeta cordelista Guaipuan Vieira foi rápido e escreveu o cordel Coronavírus O apocalípse do Séc. XXI.  É um cordel com oito páginas, edição Cecordel, 26/03/2020.

                                                                                                                    

 

sábado, 8 de maio de 2021

  •   CICLO DE CARTAS NA LITERATURA DE CORDEL

Observando a produção de cordéis do poeta Guaipuan Vieira há vários ciclos, destacamos cartas.

   


http://www.cecordel.com.br


quinta-feira, 6 de maio de 2021

   VERSOS DO POETA ELIZEU DE SOUSA PAULINO

    Meu nome Elizeu Paulino                

    Um poeta popular

    Nascido em Pacatuba

    Terra boa de morar.

    Eu escrevo poesia

    A qualquer hora do dia

    Basta um bom tema chegar. 

     O poeta Elizeu de Sousa Paulino nasceu em Pacatuba, Ceará em 28 de outubro de 1944. Escreveu seu primeiro cordel O VIGILANTE em 1992. Naquele ano conheceu o Cecordel que lhe proporcionou estimulo para novas produções de cordel, a exemplo de O CÃO DA ITAÓCA ASSOMBRA MORADORES, RAUL SEIXAS — A SAGA DO MALUCO BELEZA, PREVINA-SE CONTRA A AIDS, AOS 80 ANOS DE POESIA DO PATATIVA DO ASSARÉ(Elizeu Paulino/Maria Luciene), AS PROEZAS DE SEU LUNGA, em parceria com Guaipuan Vieira. A produção do poeta Elizeu Paulino ganhou destaque em monografias e dissertações acadêmicas. Em novembro de 2020 um representante da entidade fez-lhe visita, ocasião que foi informado pelo poeta que estava bem de saúde. Prosou, recitou versos e fez questão de ser gravada esta estrofe: “O cemitério me trás/Uma tristeza temente,/Ao visitar uma cova/Se vê o valor da gente,/ matéria apodrecida,/Logo percebe que a vida/Nada vale realmente.”

    O jornal o Povo/VIDA & ARTE de 25/11/2014 fez observação de produção de cordel sobre Seu Lunga, em Fortaleza: “… Por 13 anos, Abraão Batista foi o único autor a publicar histórias sobre o personagem. Até que em 2000, os cordelistas Guaipuan Vieira e Elizeu Paulino escreveram As proezas de Seu Lunga, abrindo margem para que outros passassem a publicar histórias”. O poeta Elizeu Paulino reside no bairro Pajuçara, na cidade de Maracanaú, Ceará.  

segunda-feira, 19 de abril de 2021

 PROFESSOR GILMAR DE CARVALHO, UM GARIMPEIRO DA PESQUISA QUE NOS DEIXA

O falecimento do professor GILMAR DE CARVALHO, ocorrido domingo (18), em Fortaleza, deixa uma lacuna impreenchível na área  de pesquisa da cultura popular, especificamente da LITERATURA DE CORDEL. Foi um pesquisador  que não  arredava pé, para ver de perto e registrar a desenvoltura da arte popular. O nosso mais profundo sentimento de pesar e solidariedade à família pela perda tão dolorosa.

                                                   Cecordel  

sexta-feira, 2 de outubro de 2020



O poeta Gerardo Frota(Pardal), também escreveu sobre o COVID-19. O cordel  NÃO DÊ CARONA AO CORONA, escrito na modalidade educativo, vale apena conferir:

Tenho que ser mais ligeiro

Do que um vírus traiçoeiro

Que apareceu pelo mundo.

U’a doença ele promove

É a Convid-19

E seu ataque é profundo!

 

É muito certa a história

Que a via respiratória

Ele costuma atacar.

Se não tiver imunidade

É esta a pura verdade:

O bicho pode matar...

 

Onde age este infeliz?

Nos olhos boca e nariz

Ele atua principalmente.

As gotinhas que expelirem

Ao espirrarem ou tossirem

Podem contaminar a gente...

 

Gotinhas podem conter

Mihões de vírus e ser

Capazes de transmitir.

Pro outro que está ao lado

Por isso tenha cuidado

Ao espirrar ou tossir.

 

Ele pega pelo ares

Nas mesas e celulares

Computadores teclados.

Vá limpando tudo isso

Pois temos o compromisso

De não sermos atacados...

 

Distância de metro e meio

Deve ser o entremeio

Em uma aglomeração.

Se há pessoa infectada

Sem ser diagnosticada

Já pode haver transmissão...

 

Tão inventando na China

Um remédio ou uma vacina

Pra esta coisa parar.

Por enquanto só cuidado

Porque esse bicho danado

Tá botando é pra matar

 

Como manter a distância

E também a vigilância

Contra este vírus terrível?

Lave com água e sabão

O rosto os olhos e a mão

E assim será combatível!

 

Não toque no rosto não

Sem a higienização

Nem na boca e no nariz.

Passe gel no celular

E em objeto que usar

Nos brinquedos infantis.

 

Nada de beijos e abraços

Tem que aumentar os espaços

Entre você e seu irmão.

Mais de longe conversar

E pra nos cumprimentar

Não tem aperto de mão.

 

Máscara comum serviria

Pra pessoa doentia

Não contaminar ninguém?

Só a N95 É

Que cumpre com afinco

Esta função muito bem!

 

Mas o que é que a gente sente

Pra saber que está doente

Com esta “gripe perigosa”?

Fadiga recalcitrante

A febre perseverante

E tosse seca escabrosa.

 

Difícil respiração

Por problema no pulmão

Bem como o corpo doído.

Se diarreia e coriza vêm

Podem ser sinais também

É bom ficar esclarecido.

 

Se os sinais forem chegando

É bom logo ir procurando

Unidade de Saúde.

E se o caso confirmar

Em casa tem que ficar

Esta é a melhor atitude...

Crianças pegam o corona?

Poucos casos vieram à tona

Mas também são vulneráveis.

Os mais de 60 é a tônica

E os que têm doença crônica

Sem condições favoráveis!

 

Pois este tal de Corona

No pulmão pega carona

Traz na mala uma infecção

Passa pra pneumonia

Depois de muita agonia

Falência múltipla então.

Fortaleza(CE), Abril 2020


quarta-feira, 15 de abril de 2020

SEMINÁRIO POPULAR EM IBICARAÍ

Escola pública de Ibicaraí promoveu I Seminário da Cultura Popular Brasileira. Os poetas populares Patativa do Assaré, João Melquíades Ferreira, Leandro Gomes de Barros, Arievaldo Viana Lima, Bráulio Bessa e Guaipuan Vieira foram temas no importante evento cultural. Confira no link abaixo.


Ibicaraí - Grupo Escolar Léa Galrão promove I Seminário da Cultura Popular Brasileira